“Escrever não é um ato abstrato mas sim uma forma de militância assumida que nos obriga a ver na literatura e na arte em geral, o seu caráter social interativo, tanto recetivo quanto expressivo”, descreve o autor sobre a obra “um livro, um autor”.
António Marques na sua obra refere que “os homens de letras que retratei, viveram em comum, ora convergindo ora divergindo, as utopias estéticas e ideológicas, as quais tiveram quase sempre no horizonte a res-pública. Algumas dessas vivências geraram dúvidas e incertezas face às quais reagiram estética e individualmente de modo distinto, embora por vezes se perceba que em gerações diferentes é-nos permitido estabelecer um diálogo subtil, mais ou menos implícito. Foram essas contradições com os seus movimentos de aproximação e distanciamento que nos propusemos abordar, e aqueloutras utopias que ditaram a nossa motivação. Ambas, em simbiose, produziram o trabalho que apresentamos”.
Já sobre a obra “conhecer terras de Portugal”, António Marques, que pretende que as vendas revertam para os bombeiros das Caldas, descreve o país e o pulsar do povo.
“Grandes viajantes nos caminhos do passado ou das utopias de sempre, caminhantes do mundo inteiro na nossa diáspora pelos quatro continentes, raro conhecemos a nossa casa. Das Franças e Araganças até Calcutá, Timor, Macau, África ou Brasil, calcorreámos as terras alheias até aos mais inóspitos sertões, mas caso espantoso, raro é conhecermos os recessos fragosos dos nossos montes, do Caldeirão, da Estrela ou do Gerês, onde urzes e açucenas, crescem embaladas nas melopeias das ribeiras que saltando de fraga em fraga alcançam o mar imenso, fronteira de um País incrível, belo como os mais belos, o nosso Portugal”, relata.
Carlos Barroso






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