Estas foram algumas das novidades que a deputada eleita pelo PSD de Leiria, Maria da Conceição jardim recebeu depois de uma reunião com o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que tem até ao final de março para apresentar aquilo que vai mudar com esta nova figura administrativa da saúde. Além destas novidades ficou-se a saber que o passivo do antigo CHON foi reduzido em 30 milhões de euros, fixando-se atualmente em cerca de 20 milhões, longe dos 54 milhões. “Foi-me informado que está a ser elaborado um plano estratégico que tem de ser apresentado até março ao ministério a fim de definir quais os serviços e valências que irão num lado e noutro. Há coisas que são seguras e que confirmam aquilo que eu enquanto deputada tinha dito, no que diz respeito à maternidade e pediatria que ficam em Caldas. Alguma da pediatria ficará também em Torres Vedras. A maior concentração é nas Caldas. Sabemos que as urgências médico cirúrgicas se mantêm nas Caldas. E sabemos que há consultas de especialidades que não existam aqui, mas por haver em Torres e vice versa, ficaram a funcionar e será um ganho. Só haverá saída de especialidades das Caldas por ausência de espaço”, disse. Maria da Conceição apontou que este processo poderá ficar condicionado pela ausência da segunda fase de ampliação, “porque não podemos ter aqui tudo”. “Ao concentramos aqui a maternidade é preciso um número mais elevado de camas. A garantia que tenho é que vão permanecer aqui as especialidades e valências existentes. Só a ortopedia programada é que passa para Torres Vedras. Mas nada está definido porque existem reuniões com os serviços para que sejam dadas opiniões e pareceres de cada uma das especialidades”, revelou. A “boa notícia” é o avanço das obras para a instalação do TAC, algo que era importante pela deslocação dos doentes e pela ausência do serviço ao fim de semana. Também haverá obras no bloco operatório no que diz respeito ao ar condicionado. Apesar do número de afluência às urgências ter diminuído, o que precisa de ampliação é o serviço de urgências. “Ainda é bastante grande o número de pessoas que recorrem e o espaço é reduzido”, disse, frisando que “precisamos que sejam feitas obras com a maior celeridade possível”. Esta situação até pode ser aliviada, quando a população do norte de Alcobaça deixar de ser encaminhada para Caldas por sua vontade, ficando apenas as freguesias de Benedita, Turquel, São Martinho e Alfeizerão a usarem o serviço. Contudo, tal situação só acontecerá no final deste ano. Outra das novidades foi a contribuição do ministério da saúde para a redução drástica do passivo do hospital das Caldas e do antigo centro hospitalar do oeste norte, com a injeção de 30 milhões de euros. “Foram transferidos mais de 30 milhões de euros para diminuir a divida a fornecedores. Aquilo que me foi garantido é que depois desta injeção de capital, não há dívidas anteriores a 2012. A dívida era 54 milhões e ficou cerca de 20 milhões de passivo”, revelou. Quanto ao hospital termal e ao seu património, Maria da Conceição mostrou-se preocupada com a burocracia do processo que está agora nas mãos do ministério da saúde e na direção geral do Tesouro. “Temos de envolver todas as partes. Há um protocolo na mesa com a possibilidade da transferência do parque e de uma parte do património e eventualmente do hospital termal para a câmara, mas o património não é só do ministério da saúde, é também do Estado. O património do Estado tem de ir à secretaria de Estado do Tesouro. É algo complexo, mas há que garantir alguma ligação ao serviço nacional de saúde no que diz respeito às especialidades da área da saúde”, explicou. “O ministério da saúde não tem sido o gestor do hospital termal que desejamos. É a nossa joia, mas não a tem tratado como nós desejaríamos. Não queremos que o hospital nunca saia da esfera pública. Não queremos que o hospital termal seja o parente pobre”, sublinhou. Por outro lado, os espaços como os pavilhões do parque, a casa da cultura, o parque, a mata, o palácio real, o espaço de lazer e as igrejas, “são do património do Estado e está-se a encontrar a forma jurídica para que haja uma desafetação do CHO”, revelou a deputada, que vai promover o diálogo entre a secretaria de estado do Tesouro, ministério das Finanças, ministério da Saúde, câmara municipal e CHO para acelerar o processo. “O senhor ministro da saúde já me transmitiu que o conselho de administração deve envolver fortemente a autarquia nesta participação, a assembleia municipal e todos os parceiros que quiserem. Da parte do conselho de administração já está feito o protocolo, que foi enviado para o ministério da saúde, que por sua vez já o encaminhou para as finanças. Depois virá à câmara. Até lá há que pressionar para que o assunto não fique esquecido”, disse. Por outro lado a deputada pretende organizar um encontro com as várias instituições e forças vivas da cidade para que se faça uma reflexão daquilo que se pretende para o hospital termal, numa solução de conjunto. “O hospital termal precisa de um bom investimento. Seja a câmara ou um concessionário que fique com o hospital. Os pavilhões do parque precisam de um investimento bastante avultado. É preciso fazer um trabalho de pressão para que os protocolos, para nos sentarmos todos à mesa, saúde, finanças e autarquia e encontrarmos uma solução”, disse. A última garantia dada a Maria da Conceição foi que o hospital de Peniche não vai encerrar durante este ano, mas já no próximo poderá ser encerrado o serviço de urgência durante a noite pela pouca procura de doentes ao serviço nesse período, ficando contudo a garantia que o mesmo permanecerá sempre que houver eventos e períodos de maior afluência de pessoas. “Para já as urgências durante o ano de 2013 continuarão abertas. No futuro poder-se-á colocar a hipótese de encerrar no período noturno porque o número de afluências é muito baixo. Mas quando se fala do verão ou em épocas de eventos nacionais ou mundiais, com grande movimento de pessoas, esse problema não se põe. Para já não vi vontade de alteração. Durante o ano de 2013 vai ser feito um estudo do número, apesar dos atuais revelarem que o turno da noite tem uma média de quatro doentes”, concluiu.
Carlos Barroso





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