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Suicídio e exclusão social na velhice

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O suicídio refere-se a um desejo particular da pessoa desistir de viver, que pode ser provocada uma situação de elevado sofrimento entre outras causas, que podem ser reais, a existência de doenças crónicas e incapacitantes como a diabetes, as pulmonares, o cancro, as cardiovasculares ou ter origem em problemas psíquicos, de que poderemos mencionar, os transtornos de humor (depressão, doença bipolar), as psicoses (alterações profundas da realidade, como a esquizofrenia paranoide), estas enfermidades poderão ter aspetos mais negativos, quando associadas ao consumo de substâncias nocivas à saúde, álcool, tabaco e drogas, poderão potenciar, a existência de comportamentos suicidas. O tratamento e prevenção da doença é conseguido pela avaliação clínica do doente feita por um profissional ligado à área da saúde mental, geralmente um psiquiatra que executa um diagnóstico à situação problema da pessoa e administra os procedimentos (médicos e psicoterapêuticos) ao estabelecer uma relação entre todos os condicionalismos (individuais, sociais, familiares e ambientais) que possam constituir a causa da ideação suicida, para posteriormente desenvolver um plano terapêutico.

Na origem desta patologia geralmente estão envolvidos diversos fatores, culturais, sociodemográficos, económicos, acontecimentos traumáticos, entre outros. O homem por natureza necessita de viver em sociedade, o que contribui para uma maior incidência do suicídio na velhice é uma progressiva diminuição, da rede de suporte informal do idoso, formada por amigos, familiares, colegas de trabalho, levando-o a procurar o suicídio como a única solução para a situação de isolamento e solidão em que se encontra.

O termo exclusão social é utilizado para designar os problemas e dificuldades de integração de um determinado grupo ou etnia, que estão na origem da sua descriminação social e do isolamento a que estão sujeitos por parte da sociedade instituída. Os idosos constituem um grupo etário em risco de exclusão devido à imagem preconceituosa, que permanece na nossa sociedade, pela situação de fragilidade em que se encontram, pela perda da competências físicas e psíquicas, à perda de papeis e de estatuto social, à existência de doenças, à falta de apoios da família e do estado, à inatividade pela aposentação e à redução do rendimento financeiro, por não se conseguirem adaptar às inovações e à dificuldade em dialogar com as gerações mais jovens.

Nesse sentido seria necessário uma maior proteção social à população idosa por parte da nossa sociedade e o implementar de medidas, para prevenir o suicídio e a exclusão social como o apoio domiciliário, a formação de grupos de autoajuda, um maior apoio das equipas multidisciplinares de saúde às famílias, no sentido de estás melhorarem a relação com os idosos e a criação de espaços de lazer, onde as pessoas possam praticar dança, conversar, ouvir música, fazer novas amizades e serem inseridas na vida comunitária.

Sérgio Pardal

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