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Caldense em Timor-Leste para incentivar negócios

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O caldense Sérgio Mil-Homens está inserido numa organização não-governamental (ONG) formada por recém licenciados em Gestão, Economia e Engenharia, e relacionada com o Microcrédito, designada Católica-MOVE, criada na Universidade Católica Portuguesa, que se encontra em Timor-Leste com o objetivo de dar formação ao nível de gestão e plano de negócios a empreendedores locais de modo a criarem os seus próprios negócios e atribuir um microcrédito aos projetos com maior viabilidade económica. Periodicamente deixa-nos o relato da sua experiência: Dificuldades de sensibilização do microcrédito

Após as férias natalícias e de fim de ano, escrevo o primeiro artigo do MOVE do ano 2013. Após ter-se resolvido quase todos os assuntos burocráticos em relação à constituição de associação em Timor-Leste, da abertura de contas bancárias, do estabelecimento de parcerias e de divulgação e inscrição dos candidatos ao projeto nas comunidades de Motael e Bidau Santana, vão-se começar finalmente as formações em negócios nesta semana.

Tem-se atravessado dificuldades de diferentes índoles. Mencionando apenas as principais. A primeira, no facto das pessoas insistirem em telefonarem-nos a pedir dinheiro. Nota prévia, o MOVE não é uma instituição de crédito, mas apenas um intermediário de crédito, o nosso principal intuito é a formação, tornar os negócios das pessoas viáveis e lucrativos, não o dinheiro (claro que o dinheiro é importante) mas só aparecerá para alguns e numa fase mais adiantada, contamos ajudar com dinheiro apenas 15 pessoas das 180 pessoas que até agora se inscreveram. Previamente à atribuição de dinheiro haverá uma fase de formação e seleção criteriosa. O MOVE está aberto a dar formação em negócios a todos os inscritos.

Segunda dificuldade, sensibilizar as pessoas daquilo que é o microcrédito. O crédito é micro, no sentido literal da palavra, assim ajudaremos pessoas num teto máximo entre os 700 e os 800 dólares, ao que algumas pessoas que estiveram presentes nas sessões de esclarecimento contrapõem dizendo que em Díli 800 dólares não dão para nada. Concordo em parte, Díli é uma cidade bastante cara para o nível de vida que tem (grande dependência das importações), mas o MOVE está cá para ajudar nas fases iniciais do negócio (que geralmente é a mais critica) e prestar consultoria do negócio, fomentando a poupança no candidato, para que ele com o negócio possa reinvestir no seu negócio, o nosso empréstimo não servirá para financiar um projeto completo. Além disso, pretendemos ajudar as franjas de população com menores recursos económicos, e aí os 700 a 800 dólares podem ser valiosos.

Terceira dificuldade, desenvolver mecanismos para as prestações sejam pagas, ainda se está a encontrar a melhor forma, sendo aqui fundamental a relação com o chefe de suco das comunidades, pessoa mais influente dentro desta, e que poderá o nosso melhor aliado no caso de algum problema de incumprimento.

Sérgio Mil-Homens

Donativos:

Nome: MOVE – A M EMPREENDEDORISMO

NIB: 0036 0298 99100020007 43

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