Para o efeito foi pedida a devida autorização à Câmara Municipal das Caldas da Rainha. A ser aceite a referida instalação, o que será decidido em reunião da autarquia no dia 2 de janeiro, serão convidados todos quantos se queiram associar como voluntários para a sua construção.
A estrutura, em tubos de andaime, deverá conter ainda fios em aço com molas da roupa para as pessoas deixarem penduradas experiências pessoais, mensagens, desejos e opiniões sobre o encerramento do Hospital Termal.
No Facebook da comissão está entretanto a ser divulgado que o bloco operatório do hospital das Caldas da Rainha vai encerrar para as cirurgias programadas, nomeadamente para as com internamentos superiores a 24h.
A comissão foi recebida pelo Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Oeste (CHO). Foram abordados dois assuntos: a reorganização hospitalar em curso e a inatividade do Hospital Termal.
“Quanto à primeira, questionámos o CA sobre se já havia ou não decisões tomadas, nomeadamente quanto a uma eventual distribuição de valências. Fomos informados que ainda se está em fase de estudo e que vai ser criado um Grupo de Trabalho/Comissão de acompanhamento do processo. Esse grupo, para o qual fomos, no momento, convidados, integraria representantes de outras comissões de utentes, representantes autárquicos e de outras forças vivas da região”, revelou António Curado, porta-voz da comissão.
“Informámos da nossa disponibilidade para colaborar nesse grupo, sendo que o nosso ponto de partida seria aquilo que está no conteúdo da petição nascida a 15 de fevereiro passado e que foi assinada nas duas semanas seguintes por cerca de 14 mil pessoas e viria a ser entregue e discutida na Assembleia da República. E que nunca aceitaríamos que uma unidade hospitalar com urgência médico-cirúrgica perdesse valências básicas, como, a título de exemplo, o Serviço de Cirurgia ou outros considerados indispensáveis ao funcionamento dessa Urgência”, adiantou.
Recorde-se que na petição é defendida a manutenção de uma Urgência médica-cirúrgica nas Caldas da Rainha, das valências existentes no Hospital Distrital das Caldas da Rainha, nomeadamente as necessárias ao funcionamento da Urgência médico-cirúrgica, das valências que se articulam com a atividade termal, nomeadamente a reumatologia, a medicina física e de reabilitação e otorrinolaringologia, e do CA do CHO nas instalações das Caldas da Rainha.
De acordo com o médico, “informámos ainda que olhávamos para as soluções como um todo, considerando toda a região Oeste, e que o objetivo da reorganização deveria de ser posto na perspetiva de ganhos em saúde e nunca na criação de quaisquer divisões artificiais entre sub-regiões ou cidades”.
António Curado adiantou que quanto ao Hospital Termal “questionámos o CA se têm sido feitas análises às águas e se a manutenção do seu encerramento resultava de razões técnicas, ou de alguma eventual estratégia de procura de uma solução de gestão alternativa futura”.
“Fomos informados que o CA pretende abrir o Termal logo que seja possível, que têm sido feitas análises, que elas já vêm negativas e que estão neste momento em fase de ultrapassar algumas exigências técnicas formais. Informámos o CA que pretendíamos refletir as preocupações da população e que iríamos lançar em janeiro uma campanha com o título: “Queremos Soluções””, referiu o porta-voz da comissão de utentes.
O CA do CHO anunciou entretanto, na passada sexta-feira, que vai retomar toda a atividade termal no dia 2 de Janeiro. A comissão de utentes, em resposta, divulgou a iniciativa “Vigília pelo futuro do Hospital Termal e do seu património”, que vai decorrer no dia 5 de Janeiro, às 21h00.
Francisco Gomes




0 Comentários