Para José Carlos Abegão, do PS, a nomeação “é uma má notícia para as Caldas, são várias as razões que levam os caldenses a ficarem descontentes com este senhor, que tem estado à frente do Centro Hospitalar Oeste Norte nos últimos tempos”
“É uma transferência de poderes. Vem desmantelar mais um bocado o que já desmantelou. É uma nomeação que nos tem de deixar preocupados. Fez bem o trabalho que lhe foi encomendado pelo Governo, que foi diminuir todas as valências possíveis, em detrimento da saúde das pessoas que habitam nesta região. Toda a gente se queixa, desde Caldas, Torres Vedras e Peniche”, declarou.
Para o socialista, Carlos Sá “é extremamente competente para aquilo que foi incumbido”.
E deu um exemplo da perda de valências: “Um jovem das Caldas teve de ir para Lisboa para ser operado, por causa de uma apendicite. Não lembra a ninguém. Só a capital é que tem serviços?”.
Paulo Freitas, do Bloco de Esquerda, disse que “nada me move pessoalmente, nem ao Bloco de Esquerda, contra o dr. Carlos Sá, que sempre foi uma pessoa cordata nas relações que teve com o Bloco de Esquerda, mas não posso deixar de dizer que é o homem de mão do Governo no Centro Hospitalar Oeste. Representa claramente as mudanças que o Governo quer implementar no setor da saúde no Oeste. Vai atuar na previsível liquidação dos serviços”.
“Não podemos dizer que não é bem-vindo a este conselho de administração. E não escolhe ninguém das Caldas para a administração”, sublinhou.
José Carlos Faria, da CDU, também alinhou pelas críticas à nomeação, acusando o administrador de “menosprezo pelo hospital termal e amputação de um conjunto de valências do hospital”.
“Como é que é garantido o acesso à saúde?”, questionou, lembrando que “esta situação vem de trás, porque o dr. Carlos Sá é uma nomeação do Governo Sócrates”.
Tinta Ferreira, do PSD, destacou que “o dr. Carlos Sá foi nomeado pelo Governo do PS para o primeiro mandato e o que isto em primeiro lugar revela é que não é um homem do aparelho PSD”.
Sobre a situação do centro hospitalar, manifestou que “não sei se a culpa é do dr. Carlos Sá ou se do Governo”.
“Pessoalmente, preferia alguém com maior proximidade às Caldas, mas não sei se outra pessoa faria melhor”, defendeu.
O PP não esteve presente na emissão.
Francisco Gomes






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