“Os sintomas da acromegalia passam pelo crescimento do esqueleto e tecidos moles e por alterações metabólicas. São sinais visíveis a “olho nu” pelo facto do rosto sofrer alterações um pouco grotescas e dar-se um crescimento anormal dos pés e das mãos”, elucida Alberto Galvão-Teles, endocrinologista e presidente do NEDO.
A acromegalia é uma doença endócrina de evolução insidiosa, lenta e progressiva. Este facto leva a um diagnóstico difícil e tardio (em média entre 8 a a10 anos). Na maioria dos casos, nem doentes, nem familiares, percebem as alterações causadas pela acromegalia, devido à sua lenta evolução. O diagnóstico é, muitas vezes, feito através da observação do aumento do tamanho dos anéis e dos sapatos.
“Diagnosticar a acromegalia é uma tarefa difícil, mas é essencial que a doença seja diagnosticada precocemente. O diagnóstico é determinante para a vida do doente, pois é uma patologia que pode ser mortal” explica o especialista.
A acromegalia costuma ser acompanhada por um leque de outras doenças, como a diabetes mellitus, a hipertensão arterial, o risco aumentado de outras doenças cardiovasculares e o aumentado risco de aparecimento de pólipos no cólon, que podem evoluir para cancro.
Atualmente existem tratamentos que permitem controlar a evolução desta patologia, fazendo com que os doentes possam ter uma vida normal, evitando o impacto psicológico decorrente das alterações evidentes no corpo, bem como das modificações metabólicas que afetam a sua esperança de vida. Um doente com acromegalia, quando tratado, tem uma esperança média de vida normal.



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