“Sublinhamos que, ao delegar no novo conselho de administração do CHO as decisões sobre a reorganização e eventual encerramento de serviços hospitalares em Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, o Governo está a ignorar a implementação de políticas integradas de desenvolvimento para a Região Oeste e rasgar os compromissos anteriores assumidos pelo Estado Central com toda esta região”, afirma a comissão.
“Não aceitamos, por exemplo, o encerramento em Caldas da Rainha de serviços de internamento básicos, como a cirurgia, assim como não aceitamos o encerramento ou despromoção de outras urgências que levem ainda a uma maior afluência ao serviço de urgência de Caldas da Rainha e a uma consequente degradação do atendimento aos utentes”, defende a comissão.
“Não aceitamos a criação de desequilíbrios graves na equidade de acesso aos cuidados de saúde hospitalares em diferentes especialidades, desequilíbrios esses que só poderiam ser corrigidos com a existência de uma nova unidade hospitalar de raiz vocacionada para servir 350 mil habitantes”, aponta.
Para a comissão, é preocupante “a mais que provável linha de continuidade de pensamento e atuação deste conselho de administração em relação ao anterior, no que respeita ao termalismo, ao hospital termal e ao património termal, pretendendo a todo o custo a alienação do mesmo, não procurando soluções de futuro, descurando o património, pedindo sistematicamente a terceiros que assumam funções que lhes são devidas, como são exemplos recentes a análise das águas termais e a gestão e manutenção do Parque e da Mata”.




0 Comentários