O animal, denominado ‘Lusoblothrus aenigmaticus’, é um “pseudoescorpião raríssimo”, assim chamado por ser “um enigma a sua existência naquela região geográfica”, onde, segundo a especialista, a espécie terá ficado “refugiada ao longo de milhares de anos de evolução, adaptando-se às condições da vida em meio subterrâneo”.
O “pseudoescorpião” mede cerca de meio centímetro, o que, refere a bióloga, faz dele um animal de “tamanho médio”, sendo “cego e despigmentado”, tal como outras espécies que só sobrevivem em grutas.
A descoberta ocorreu no âmbito do doutoramento de Ana Sofia Reboleira (entretanto concluído) no Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, orientado pelos professores Fernando Gonçalves (do Departamento de Biologia da mesma universidade) e Pedro Oromí, da Universidade de La laguna, Espanha.
Com esta descoberta aumentam para onze as novas espécies já descritas pela investigadora, que tem contribuído para o reforço do património biológico de Portugal e alertado para a importância destas espécies como “um valor natural em risco, pela falta de medidas específicas de proteção para os habitats subterrâneos”.




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