Q

Conferência do JORNAL DAS CALDAS encheu café do CCC

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
O impacto que a comunicação social tem na decisão política e a sua evolução face às novas tecnologias abriu, no passado sábado, no café do CCC, o ciclo de conferências que o JORNAL DAS CALDAS está a organizar. Reginaldo de Almeida, coautor e apresentador do programa de informação tecnológica Falar Global, da SIC Notícias, e o vereador do Município das Caldas, Hugo Oliveira, que tem o pelouro das novas tecnologias e do desenvolvimento económico, foram os primeiros oradores convidados, numa conversa moderada por Jaime Costa, diretor do JORNAL DAS CALDAS.
Jaime Costa, Reginaldo Almeida, Hugo Oliveira e António Salvador

“Neste momento existe uma fortíssima turbulência em tudo aquilo que diz respeito ao dia a dia dos meios de comunicação social”, disse Reginaldo Almeida, acrescentando que “basta o caso Lusa, que ainda está quente nos jornais, rádios e televisões, para perceber que são as decisões políticas que por vezes norteiam pela positiva e pela negativa estas mesmas realidades e depois também estas mesmas realidades fazem acontecer outras que de outra forma não aconteceriam”.Segundo o apresentador, a Internet é a mais poderosa ferramenta de comunicação até hoje criada mas também tem o maior dos vícios e o maior dos defeitos. “É que a Internet nunca diz não, e gera complicações complicadas”, disse o apresentador. De acordo com Reginaldo Almeida, existe na classe jornalística uma inexistência praticamente do jornalismo de investigação. “Sabemos que em traços gerais um profissional de comunicação faz política, desporto, sociedade, educação, pelas piores razões de foro económico”. Deu o exemplo na televisão em Portugal, de um programa de jornalismo de investigação bem feito e de qualidade, que é os Prós e Contras, na RTP 1. “É um programa de televisão só possível de ser feito num canal estatal, porque o dinheiro que se perde com aquele programa é uma coisa inimaginável”, contou o jornalista, acrescentando que é um programa que mobiliza muitos meios e que tem uma estrutura muito forte, que faz com que seja um jornalismo bem feito. “Quando a Fátima está em cima do palco a entrevistar quatro pessoas tem doze pessoas de backoffice a ditarem perguntas para o seu auricular”. Sobre como é que o papel no período do digital pode sobreviver, Reginaldo de Almeida comentou que desde que haja jornalismo de investigação de qualidade, terá sempre futuro. presidente do Grupo OesteReferiu ainda que dentro da estratégia de ampliação da influência na região Oeste, “nós tivemos o cuidado desde o início de recorrermos aos meios da agência Lusa, porque por ser pública tem a capacidade de ter profissionais no terreno com uma pluralidade sobre os temas”. das Caldas da Rainha, O assunto gerou o interesse tanto por parte dos intervenientes como do público presente. Gameiro responsável pela Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha também participaram no debate. A organização agradece a

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Últimas

Sem resultados

Artigos Relacionados