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Réplica de templo egípcio exposta em Peniche

Francisco Gomes

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Uma réplica do Templo egípcio de Abu Simbel esteve exposta na Peniche Artesanato 2012 - Feira Internacional do Artesanato.
Embaixador do Egito esteve em Peniche na inauguração

Construído em tamanho quase real, este complexo inclui um Museu com 12 metros de largura por 21 de comprimento, e ficou instalado no Parque dos Bombeiros até 26 de agosto.

A exposição contou com o apoio do presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, e do embaixador do Egito em Portugal, Hamdi Loza, que estiveram presentes no primeiro dia do Templo na Europa, em 8 de agosto, data da inauguração da Peniche Artesanato 2012.

A ideia de reproduzir em Portugal, percorrendo várias cidades, o Templo de Ramsés II, que se encontra inserido no Complexo de Abu Simbel (Egito), surgiu de Saleh Torky, comerciante egípcio a residir no nosso país há mais de 15 anos.

É esta reprodução do Templo de Ramsés II, com cerca de quatro toneladas, que traz a Portugal um pouco do que é a cultura faraónica do Antigo Egito.

O grande templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos.

O templo, escavado numa rocha lisa de arenito, foi construído com um detalhe admirável, considerando que o mais ligeiro erro causaria o afundamento da obra.

A sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, e a sua entrada foi concebida como um pilone. Na fachada, quatro estátuas com vinte metros de altura representam o faraó Ramsés II sentado, ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egito, com a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terramoto em 27 aC., a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. A porta do templo apresenta uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma’at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II.

Na base das estátuas centrais encontra-se uma representação das divindades do Nilo, que simbolizam a unificação do alto e do baixo Egito e na parte superior da fachada existe uma fileira de 22 estátuas de babuínos. Existem também outros relevos comemorativos, como um texto de 41 linhas que descreve as circunstâncias do casamento de Ramsés com a filha de Hatusilli III, rei dos Hititas, casamento que selou a paz entre estes dois povos.

Francisco Gomes

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