O Católica-MOVE é uma instituição sem fins lucrativos que procura promover o desenvolvimento económico em países subdesenvolvidos, criando um impacto positivo e duradouro nas comunidades em que atua.
Tem como objetivos dar formação ao nível de gestão e plano de negócios a empreendedores locais de modo a criarem os seus próprios negócios e atribuir um microcrédito aos projetos com maior viabilidade económica. Os empréstimos só começam a ser pagos quando os negócios começarem a gerar valor.
Sérgio Mil-Homens, de 23 anos, das Caldas da Rainha, é licenciado e mestre em engenharia. Faz-se acompanhar por quatro lisboetas licenciados em gestão: Catarina e Mafalda, ambas de 21 anos, Filipa e Gonçalo de 22 anos, este último também mestre em gestão.
O caldense integra a equipa que vai estar em Timor Leste durante sete meses, dando seguimento ao trabalho que foi desenvolvido pela equipa que ali esteve nos últimos seis meses. De todo o trabalho que foi feito até agora destacam-se as aulas de empreendedorismo na Universidade Nacional de Timor-Leste, a parceria com a direção nacional de cooperativas, consultoria à Timor Telecom – empresa patrocinadora do Católica-MOVE, os programas de formação para pescadores no sentido de promover o empreendedorismo e a qualidade de gestão na atividade, e a constituição de uma empresa que reúne todos os formandos do centro de formação de Tíbar, centralizando e uniformizando os serviços já prestados por este.
“Timor, apesar de pobre e de enfrentar problemas difíceis todos os dias, é um país lindíssimo, cheio de cores e de vida e no qual sobressai a simplicidade e simpatia do seu povo. Por todo o lado se veem crianças a sorrir e a brincar. Um “olá” de saudação é suficiente para expressarem de imediato um sorriso mágico. É gratificante e inspirador. Sentimo-nos com força e motivação para cumprir a nossa missão: fazer diferença na vida das pessoas, em particular daquelas que menos têm. Estamos conscientes de que a quantidade de trabalho pela frente é imensa, mas acreditamos que com pequenas e simples ações podemos, de facto, ajudar Timor. Viemos para Timor à procura de mais. À procura de também nós fazermos a diferença, de darmos tudo aquilo que podemos a pessoas que têm muito pouco ou quase nada”, descrevem Mafalda Montellano e Catarina Montellano.
Segundo Sérgio Mil-Homens, “este tipo de voluntariado é distinto dos demais, pois não é meramente caritativo. Atribui as ferramentas de modo a que as pessoas possam ter as suas vidas e as das suas famílias sustentáveis, proporcionando-lhes meios de subsistência próprios”.
O licenciado em gestão esclarece que “nós não somos uma instituição financeira de crédito, apenas somos intermediários de crédito. O nosso parceiro de crédito é a Caixa Geral de Depósitos ou o BNU em Timor”.
Francisco Gomes



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