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MusiCaldas abriu com a Companhia Nacional de Bailado

Carlos Barroso

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O MusiCaldas abriu no passado dia 3 com um excelente bailado no CCC das Caldas da Rainha, com uma plateia um pouco despida e que não honrou o espetáculo, meritório de auditório cheio.
Um espetáculo de grande qualidade/foto CNB

A Companhia Nacional de Bailado trouxe as peças La Valse e a Sagração da primavera, que encheram o palco em todos os sentidos. La Valse é uma curta metragem de João Botelho, com coreografia de Paulo Ribeiro e foi interpretada pelos bailarinos da companhia. A Sagração da primavera é uma obra de Olga Roriz, onde a interpretação dramática permite que se sinta um privilegiado poder de dançar até morrer numa luta cega contra o cansaço. “A ideia foi tirar partido da Sagração da primavera e depois o desafio foi segunda obra que se ligasse à sagração. Uma peça extremamente forte e que facilmente acaba por anular uma outra obra. A preocupação da direção artística da companhia Luísa Taveira foi encontrar uma peça que vivesse por si própria sem que se deixasse confrontar com a Sagração da primavera”, explicou João Costa, adjunto da direção artística da companhia nacional de bailado. Para o diretor artístico a presença da companhia no MusiCaldas há vários anos tem sido um feliz hábito. “Um dos nossos objetivos é apresentarmo-nos fora de Lisboa e tudo fazemos para nos representarmos por todo o país. As Caldas e o MusiCaldas tem se tornado um hábito de salutar e que nós temos todo o prazer em continuar”, disse. A sala do grande auditório do CCC não encheu, nem esteve perto disso, mas as pessoas que compareceram a um dia de semana para assistirem a um espetáculo de grande nível deram por bem empregue o tempo passado.

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