“Corresponderiam estas grades a sinais indicadores ou identificadores, por exemplo, de casas de prostituição, tal como hoje se julga que funcionavam os sinais fálicos no chão de Pompeia? Ou tratar-se-ia de simples acaso a escolha destes padrões como ornamento, não correspondendo a qualquer função identificadora?”, deixa a interrogação.
Para Conceição Colação, “o apelo a uma exploração lúdica dos lugares, com base numa associação de ideias criativa destes artefactos com referências literárias (Lisboa) e cerâmicas (Caldas da Rainha), foi irresistível”.
“O desafio que, há um ano, lancei a diversos artistas e artesãos, no âmbito do protocolo de cooperação cultural realizado entre a Tesouros Verdadeiros – Associação para o Desenvolvimento e o Património e a Cultartis – Associação para a Cultura das Artes, deu plenamente os seus frutos com a realização dos trabalhos que integram o programa da exposição proposta, onde se inclui a produção de uma brochura com um texto de apresentação, a catalogação das peças, biografias e ilustração das obras expostas”, relata.
Com fotografias de Conceição Colaço, Fátima Lino e Maria Bairrão, a mostra “Lisboa libertina do século XIX através das grades de ferro forjado” é uma exposição online que pode ser vista na Internet no endereço https://sites.google.com/site/tesourosverdadeirosexposicoes.
Na vertente de criação plástica, participam Alcida Morais (Desenho | Pintura | Técnicas mistas), Anunciação Gomes (Bordados), Francisco Mendes (Cerâmica), Inês Timóteo (Bordados), Madail Mendes (Cerâmica), Maria Bairrão (Pintura), Nuno Costa (Cerâmica | Técnicas mistas), Viriato da Silveira (Desenho) e Vítor Henriques (Cerâmica).
Francisco Gomes







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