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Teatro da Rainha leva espetáculos às freguesias das Caldas

Carlos Barroso

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O Beco do Forno, junto à Casa Antero, encheu no dia 29 de junho para ver e ouvir as “Troikas & rapsódias”, encenadas pela companhia do Teatro da Rainha, num espetáculo encenado ao ar livre.
Peça com sentido crítico/foto Carlos Barroso

Esta peça é o arranque de um projeto da companhia e que se intitula “Rainha nas freguesias”, em que durante o verão o teatro da Rainha escolhe uma encenação para representar nas freguesias. “Consideramos que enquanto companhia residente na cidade, é nosso dever e nossa missão contribuir que a cultura seja de livre acesso e que a criação artística não fique confinada. As populações têm direito a fruir da cultura e produção artística”, disse José Carlos Faria, do Teatro da Rainha. Segundo o responsável, este “tem sido um trabalho muito interessante e gratificante porque temos ido com trabalhos diversos e que são caraterizados por uma grande mobilidade”. “Troikas e rapsódias” estará no dia 7 de julho, pelas 21h30,no Museu Malhoa, depois segue para o jardim da vila de Santa Catarina no dia 14 de julho, pelas 22h, para fechar nos dias 21 e 28, pelas 21h30, na Foz do Arelho e no Centro Cultural e Recreativo da Serra do Bouro, respetivamente. A entrada é gratuita em todos os espetáculos. A companhia do teatro da Rainha começou as digressões em 2006, apresentando 37 peças de autores clássicos como Moliére, Cervantes, Markus Kobeli ou Sean O’Casey, para um público que ascende a mais de cinco mil pessoas. A peça “Troikas & rapsódias”, corresponde a uma seleção de três espetáculos anteriores sobre a poesia de Bertold Brecht, um dos maiores dramaturgos da história do teatro. “Selecionámos onze músicas e que têm um epílogo e textos de ligação que fazem um fio condutor e que correspondem às músicas e que aparecem aqui como rapsódia. Apesar de muitos dos textos serem da década de 20 têm um grau de atualidade crítica absolutamente extraordinária”, explicou José Carlos Faria. “Nós entendemos que é útil e proveitoso que as pessoas se possam confrontar com isto porque não se está aqui a pregar sermões, mas a apelar-se ao sentido crítico do público e que faz perguntas que devem ser feitas nestes tempos tão conturbados de crise”, rematou.

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