A seleção da obra aconteceu no âmbito da exposição “1ª Ajuda ComArte”, promovida a favor da Associação Humanitária Amigas do Peito e que está patente até dia 30 de junho na Galeria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A obra da pintora, bombarralense de adoção, foi assim a escolhida entre as três dezenas que compõem a mostra, entre as quais algumas de artistas bastante conceituados no mundo das artes.
Segundo Maria Claudino, quando decidiu apresentar o seu quadro à Galeria Aberta, a intenção era apenas participar na exposição. “Nunca pensei em ganhar fosse o que fosse”, frisou.
Para a pintora, mais importante ainda que a medalha de Ouro é o reconhecimento da qualidade do seu trabalho, “o que faz com que tenha que trabalhar ainda mais e com mais afinco, porque a fasquia já está muito elevada”.
No entanto, o que mais a tem surpreendido é a “repercussão que a atribuição do prémio está a ter, nomeadamente na rede social Facebook, onde têm surgido comentários de vários pontos do mundo acerca do meu quadro”.
Uma das principais características do seu trabalho é o facto da artista pintar unicamente o que cultiva. “Neste momento tenho apenas limões e laranjas e por isso estou numa fase de pintar amarelos e azuis”, refere Maria Claudino.
Quanto ao quadro que decidiu apresentar à Galeria Aberta, a pintora explica que o escolheu com a ajuda do seu amigo e consultor artístico Paco Ayuso, que é um grande admirador das suas obras no geral e do “outono” em particular.
No seguimento deste trabalho a artista decidiu pintar as quatro estações. “No ano passado comecei o quadro da primavera e no papel já tenho um esboço da obra relativa ao verão”, referiu, acrescentando que “como estou mais hiper-realista do que nunca, vamos ver quando estarão prontas”.
Maria Claudino encontra-se igualmente empenhada na organização, com a Cultartis – Associação para a Cultura das Artes, das Caldas da Rainha, e com o Museu Municipal, de um evento cultural, que vai ter lugar no Bombarral no dia 6 de outubro.




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