Esta celebração decorreu na vila da Benedita “por ser a paróquia da diocese” com mais jornais distribuídos semanalmente, “num total de 400 exemplares”, referiu o Patriarcado de Lisboa. A Eucaristia teve transmissão em direto na TVI, onde foram recordados “todos os que ao longo destas oito décadas, contribuíram para a publicação deste semanário dominical do Patriarcado de Lisboa”, declarou a mesma fonte.
D. José Policarpo na sua homilia manifestou que o Espírito Santo “é a experiencia do amor sem limites, de um amor que nós só tocamos porque somos ainda demasiadamente limitados para o viver plenamente, a experiência de ser amado”. O Patriarca de Lisboa exprimiu a importância do testemunho de Jesus e garante que no sentido bíblico da palavra, não é só dizer aquilo que sabe, “é mostrar com a vida aquilo em que se acredita”. “As testemunhas que Jesus quer são aquelas que mesmo quando estão em silêncio anunciam, porque a sua vida é uma manifestação da novidade radical, que é sermos Um com Ele para sempre e poder beneficiar do Espírito Santo”, afirmou o Cardeal-Patriarca reforçando que através da palavra é preciso anunciar, “o ser humano pode perceber aquilo que se lhe diz, mas é tão importante que esse anúncio corresponda àquilo que eu acredito e procuro viver”.
Ao celebrar o dia das comunicações e a comemoração do aniversário do jornal diocesano Voz da Verdade, o Patriarca de Lisboa meditou na força dos meios de expressão cristã que “entre os homens multiplicaram-se hoje pela tecnologia”, sublinhando que “nunca no nosso tempo houve tanta maneira e tanta riqueza de meios para comunicarmo-los”. Para D. José Policarpo, todas as páginas que através das novas tecnologias chegam continuamente a nossas casas, são um anúncio daquilo em que se acredita e que se vive, destacando que, “o que toca o coração das pessoas não são só as palavras, é exatamente aquela carga de vida que elas levam e que sai do coração por quem as pronuncia”, revelou.
Os meios que pertencem à Igreja, como no caso do jornal da Diocese de Lisboa, têm a obrigação de evangelizar, “porque em cada uma daquelas páginas a Igreja compromete-se para o bem ou para o mal, cumprindo o desejo de Jesus: ide e sede minhas testemunhas”, referiu o bispo diocesano.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa dirigindo-se aos órgãos profanos declarou que “nós só podemos desejar que os cristãos que trabalham neles, sejam através deles testemunhas da sua fé, porque a sua palavra e o seu testemunho pode ajudar tantos homens e mulheres nos dias de hoje tão difíceis, a serem capazes de fazer uma leitura da realidade, inspirada na mensagem de Jesus e nos valores do Evangelho, necessariamente aberta à eternidade, com os olhos expostos no céu esperando a hora e o momento em que a glória de Jesus se manifestará”.
No final da Eucaristia, o canal de televisão transmitiu o programa “8º Dia” em direto com entrevistas do cónego António Rego a entidades e representantes de movimentos da paróquia no adro da igreja paroquial, com atuações do Rancho Folclórico da Benedita.
O Patriarca de Lisboa na entrevista à TVI disse que “o progresso e a multiplicação dos meios de comunicação trazem uma exigência e uma qualidade nova”, quer na imprensa escrita ou radiofónica e até nas diversas formas de evangelização na internet. “A Voz da Verdade é verdadeiramente o herdeiro que acompanhou a diocese ao longo destes tempos” salientou D. José Policarpo, revelando que a nível pessoal tem “uma grande ternura pelo jornal, pois enquanto seminarista dos Olivais comecei a escrever as minhas primeiras peças literárias”.



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