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Crise nos hospitais

Entre dispensas e contratações CHON tem menos sete funcionários

Carlos Barroso

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O conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) diz que apesar de ter dispensado alguns trabalhadores, contratou outros, mas tem uma carência de sete colaboradores. Segundo o CA, “não foram renovados nos anos de 2011 e 2012, até 31 de março, um total de 66 contratos de trabalho. temporário”.

No mesmo período, “foram realizados contratos com 59 colaboradores”, para áreas ligadas diretamente à prestação de cuidados, caso de médicos e outros profissionais de saúde. Entre saídas e novas admissões, “há a registar uma diminuição de sete colaboradores”, o que corresponde “a cerca de 0,6% do total de funcionários do CHON”, uma vez que tem atualmente 1112 funcionários. As não renovações verificadas “são situações em que os vínculos existentes tinham um prazo de término há muito definido, por se tratarem de contratos de trabalho temporário, que, como o próprio nome, tinham por finalidade satisfazer necessidades temporárias dos serviços”. O órgão presidido por Carlos Sá refere também que a renovação de todos os contratos a termo de profissionais de saúde “são antecedidos de uma análise rigorosa relativamente às necessidades, aos imperativos legais, aos recursos disponíveis e à possibilidade de afetação de outros profissionais dos quadros de pessoal. A decisão da renovação dos contratos depende, portanto, da confirmação das reais necessidades e da análise dos recursos existentes, os quais estão permanentemente em alteração. Atualmente existem 56 colaboradores em situação de trabalho temporário, cuja renovação dos contratos dependerá da validação dos pressupostos atrás referidos”. Segundo Carlos Sá, o CHON “tem vindo a implementar um conjunto de medidas, tais como a reavaliação das situações de horário de trabalho em modalidade de jornada contínua (que implicavam menos horas de trabalho útil), implementação de horários desfasados (que permite horários de atendimento alargados sem necessidades de horas extraordinárias), entre outras, que visam otimizar os horários de modo a permitir que a área de prestação de cuidados mantenha um número de horas úteis de funcionamento semelhante, assegurando assim o nível de serviço prestado à população”. “Paralelamente estão ainda a decorrer processos de recrutamento para algumas áreas, nomeadamente as áreas médicas”, refere.

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