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População de Peniche manifesta-se contra desmantelamento do hospital

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O presidente do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) é “persona non grata” em Peniche. A afirmação é de António José Correia, presidente da Câmara, durante uma sessão pública de esclarecimento à população sobre as questões do hospital. “Não é uma persona grata para Peniche. É daquelas pessoas que connosco diz que as coisas são para […]
População de Peniche manifesta-se contra desmantelamento do hospital

Cartazes de protesto

O presidente do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) é “persona non grata” em Peniche. A afirmação é de António José Correia, presidente da Câmara, durante uma sessão pública de esclarecimento à população sobre as questões do hospital. “Não é uma persona grata para Peniche. É daquelas pessoas que connosco diz que as coisas são para cumprir. Disse que iria abrir concurso para o edifício das urgências, com datas marcadas e financiamento aprovado do QREN e obras para os cuidados continuados da saúde. Nem se tratava de valores totalmente do Estado. Este senhor, persona non grata, com ele só por escrito”, disse António José Correia, perante mil e quinhentos populares. O presidente da câmara de Peniche afirmou ainda que “não gostei nada que o presidente da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), na reunião de 15 de fevereiro, tenha dito de uma forma ostensiva que nós não tínhamos hospital nenhum. Bem podiam tirar de lá a placa porque a placa é só para enganar. Ele não nos pode tratar assim”. Não conseguimos uma reação por parte da ARS-LVT a estas afirmações do autarca de Peniche, mas confrontado Carlos Sá com a manifestação do autarca, o presidente do CHON disse que não era político. “Eu não sou político. Tenho essa vantagem. Não comento questões políticas. Eu não faço ideia porque é que ele diz isso. Não vou comentar essa afirmação”, disse. A reunião pública convocada pela comissão municipal de acompanhamento do hospital, pela câmara e pela assembleia municipal de Peniche, levou António José Correia a dar explicações sobre as medidas propostas para o hospital no âmbito da reforma dos cuidados hospitalares do Oeste que está a ser estudada pela ARSLVT. A reorganização prevê, no caso de Peniche, o encerramento das urgências entre as 24h e as 8h, uma medida que autarcas e população disseram que “não irão aceitar”. Na declaração de princípio que irá ser entregue ao Governo, os populares manifestam a intenção de se manterem “alerta na defesa tão legítima quanto intransigente do hospital e do seu serviço de urgência básica a funcionar 24 horas por dia”. A mesma reivindicação juntou, no final de 2007, a população no mesmo local, reivindicando o serviço que o ministério de Ana Jorge se comprometeu a manter até que fosse construído “um novo Hospital Oeste Norte”, recordou o autarca. António José Correia sublinhou o facto de na cidade estar localizado “um dos principais portos de pesca do país” que movimenta anualmente milhares de pessoas, como um dos aspetos a ter conta para a manutenção das urgências. A vocação turística do concelho, onde a população triplica nas épocas de verão, é outro dos argumentos pelos quais a autarquia, todas as forças políticas do concelho e a população não aceitam perder as urgências. Da reunião ficou ainda o compromisso da autarquia poder promover mais uma reunião pública de informação quando forem conhecidos os resultados do estudo que está a ser elaborado pela ARSLVT e de um outro, sobre a reorganização dos hospitais a nível nacional, que deverá ser entregue pela Entidade Reguladora da Saúde até 15 de abril. Carlos Barroso

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