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“É possível reduzir prejuízo com adaptações de horários e pequenas obras” – Fernando Costa “Não se pode fechar tudo o que dá prejuízo, senão fechava-se o Hospital de Santa Maria ou a Assembleia da República”. É desta forma que Fernando Costa comenta o custo de manter em funcionamento a Linha do Oeste entre Caldas da […]
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“É possível reduzir prejuízo com adaptações de horários e pequenas obras” – Fernando Costa “Não se pode fechar tudo o que dá prejuízo, senão fechava-se o Hospital de Santa Maria ou a Assembleia da República”. É desta forma que Fernando Costa comenta o custo de manter em funcionamento a Linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz. Depois de concluído o estudo de sustentabilidade da Linha do Oeste encomendado pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha, que aponta várias propostas para ser viável manter o troço em funcionamento, já se realizaram duas reuniões, em Leiria e São Martinho do Porto, para apresentação das conclusões e inclusão de novos dados. Dentro de dias será entregue ao Governo, revelou o presidente da Câmara. “É possível melhorar a linha reduzindo custos”, disse o autarca, indicando que “um outro estudo, encomendado pela CP a uma empresa suíça e que nos foi facultado, veio agora demonstrar que é até possível reduzir custos”. “A Linha do Oeste é necessária”, vincou, assegurando que se pode atingir uma redução de 25 por cento nas despesas. “Pode dar muito menos prejuízo do que dá, se forem feitas adaptações de horários e pequenas obras, porque nenhuma linha de caminho de ferro dá lucro, é um serviço público e social”, fez notar. O estudo elaborado por Nelson Oliveira, engenheiro formado pelo Instituto Superior Técnico, com pós-graduação em Engenharia Ferroviária pela Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro e residente nas Caldas da Rainha, conclui que o serviço de passageiros, na Linha do Oeste, está “há décadas desfasado das principais correntes de tráfego na região”, mas que poderá registar um aumento de procura se as composições forem direcionadas para Coimbra, e não para a Figueira da Foz, como tem acontecido nos últimos anos. Entre as propostas para o crescimento da quota de mercado, contam-se a articulação dos horários, a correção das distorções tarifárias, a articulação dos serviços rodoviários de proximidade com o serviço ferroviário e ações de promoção e divulgação. Segundo o especialista, o terminal norte dos serviços na linha do Oeste deverá ser sempre a estação de Coimbra-B. “A acessibilidade à Figueira da Foz fica assegurada com os comboios urbanos Coimbra-Figueira da Foz através de transbordo em Verride. Os horários deverão ser estudados por forma a dar ligações com o mais curto espaço de tempo possível aos comboios da linha do Norte de e para o Porto. Quando viável, deverá também assegurar-se ligação aos comboios principais da linha da Beira Alta. A inserção dos comboios no Ramal de Alfarelos implicará alguns ajustes pontuais nos horários dos comboios Figueira da Foz – Coimbra, mas é inteiramente viável”, aponta. Por outro lado, “o estudo dos horários a sul e a norte das Caldas da Rainha, e, principalmente, a sua apresentação à oferta, deverá ser feita de forma integrada de forma a minimizar quebras de carga (transbordos), efetivas ou aparentes”. Para Nelson Oliveira, “a política tarifária do operador deverá ser corrigida para que seja eliminado o contrassenso de, para distâncias semelhantes e condições de viagem inferiores, o preço de percursos globais que envolvam outros segmentos além da linha do Oeste sejam superiores”. Francisco Gomes

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