São cerca de um milhão os alcoólicos em Portugal, mas os seus comportamentos afetam muito mais pessoas entre familiares e amigos. As reuniões dos Grupos Familiares Al-Anon ajudam estas pessoas a refazerem as suas vidas. Dias 28 e 29 de janeiro realizam a I Convenção Nacional, no Hotel Praia Norte, em Peniche. A iniciativa, comemorativa dos 60 anos do Al-Anon no mundo, arranca pelas 10 horas da manhã e a reunião informativa tem como tema “Alcoolismo, a doença da família”. Será oradora Paula Lucena, assistente social e terapeuta Familiar da Unidade de Alcoologia de Lisboa do Instituto da Droga e da Toxicodependência e haverá momento de partilha por um membro dos Grupos Familiares Al-Anon e de um membro de Alcoólicos Anónimos. O alcoolismo é considerado pela Associação Médica Americana como uma doença que pode ser controlada mas não curada e o único meio de a deter é a abstinência total. O beber compulsivo de bebidas alcoólicas afeta um número crescente de portugueses, estimando-se que existam mais de um milhão de alcoólicos. Estes doentes têm normalmente comportamentos que afetam a vida das pessoas à sua volta – família, amigos e colegas – tornando-os também doentes. Violência emocional, por vezes também física, acidentes, desemprego e grande sofrimento são características dos lares alcoólicos. Foi para responder a estes problemas que os Grupos Familiares Al-Anon nasceram há 60 anos nos Estados Unidos. Atualmente a associação está espalhada por mais de cem países, entre os quais Portugal, onde existe desde os anos 80 e desde 2001 como associação legalmente constituída. O único propósito dos Grupos Familiares Al-Anon é prestar ajuda a todos aqueles que sofrem com as consequências do alcoolismo de uma outra pessoa. A ajuda é prestada através de reuniões semanais e da sua vasta literatura. A única condição para participar nas reuniões é a convivência com uma pessoa que bebe em demasia. Os participantes partilham experiência, força e esperança de forma a encontrarem soluções que lhes permitam recuperar a sanidade independentemente do doente alcoólico estar a beber ou não. O evento em Peniche pretende dar a conhecer a associação e o seu propósito à comunidade em geral e a familiares de alcoólicos que queiram participar nas reuniões. Os Grupos Familiares Al-Anon regem-se pelo princípio do Anonimato – “O Al-Anon não é anónimo mas os seus membros são-no individualmente”, pelo que a identidade dos seus membros e tudo o que é dito não é revelado. Assim, as reuniões de Al-Anon são um espaço onde as pessoas se podem sentir em segurança. Através das reuniões semanais, de encontros regionais, nacionais e internacionais e da sua própria literatura, o programa Al-Anon tem ajudado milhares de pessoas no mundo inteiro a recuperarem a serenidade e o prazer de viver. Francisco Gomes
Familiares de doentes alcoólicos reúnem-se em Peniche
Últimas
Artigos Relacionados
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.
Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista
Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.



0 Comentários