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Cadáver à vista indigna eleitos do PS

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Em reunião da Câmara das Caldas, os vereadores eleitos pelo PS manifestaram a sua consternação pelo “episódio macabro” que se viveu no 16 de dezembro do ano passado, na Avenida Eng. Paiva e Sousa. “Um munícipe ter-se-á sentido mal, falecendo de imediato. Aparentemente, a presença das autoridades terá sido atempada e solícita. Pudemos verificar in […]

Em reunião da Câmara das Caldas, os vereadores eleitos pelo PS manifestaram a sua consternação pelo “episódio macabro” que se viveu no 16 de dezembro do ano passado, na Avenida Eng. Paiva e Sousa. “Um munícipe ter-se-á sentido mal, falecendo de imediato. Aparentemente, a presença das autoridades terá sido atempada e solícita. Pudemos verificar in loco a situação em que dois veículos do INEM permaneciam junto do corpo, coberto por um lençol, rodeado à distância por populares e agentes da polícia. Foi, porém, com a maior perplexidade que, bastante tempo depois, cerca de uma hora mais tarde, pudemos constatar que o quadro se alterara, desta feita já sem a presença dos veículos do INEM mas com um aglomerado crescente de populares, entre os quais se encontravam também algumas crianças, que testemunhavam, incrédulos, esta demora inaceitável das autoridades forenses em recolher um corpo jacente. Entretanto, a passagem de tanto tempo originara já o sangramento do lençol que cobria o corpo do cadáver, criando ali um quadro mórbido que ofende a dignidade de todos nós, e muito especialmente, da família enlutada”, descreveram os vereadores. “Impõe-se que outro tratamento seja prestado nestas circunstâncias. Não é aceitável que um corpo humano esteja mais de uma hora jazendo na via pública, nas Caldas da Rainha, à espera de um médico legista, aos olhos de todos os transeuntes. É de elementar dignidade que se exija que o sistema de assistência médica a estas ocorrências seja muito mais expedito e que impossibilite a ocorrência destas lamentáveis cenas”, manifestaram os autarcas. Os vereadores solicitaram que o executivo camarário fosse informado sobre tudo o que aconteceu e quais as medidas e procedimentos que estão a ser modificados para que situações como esta não voltem a ocorrer. Pelo vice-Presidente da Câmara foi mandado remeter o assunto ao Delegado da Proteção Civil, a fim de apresentar um relatório desta ocorrência. Francisco Gomes

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