Deputados municipais questionam avença de escultor cerâmico

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A Câmara Municipal não esclareceu em que moldes está a desenvolver a parceria com o artista Ferreira da Silva, depois dos deputados Carlos Elias, Duarte Nuno e Vítor Fernandes terem interpelado o vice-presidente. Carlos Elias, do CDS/PP, quis saber “em que termos está feito um ajuste directo à aquisição de obras artísticas do escultor Ferreira […]

A Câmara Municipal não esclareceu em que moldes está a desenvolver a parceria com o artista Ferreira da Silva, depois dos deputados Carlos Elias, Duarte Nuno e Vítor Fernandes terem interpelado o vice-presidente. Carlos Elias, do CDS/PP, quis saber “em que termos está feito um ajuste directo à aquisição de obras artísticas do escultor Ferreira da Silva”. O vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, disse que “foram adquiridas as obras de arte do escultor”. O autarca fez notar que Ferreira da Silva “é um escultor notável e o Município está apostado em promover e desenvolver e beneficiar a cidade e o concelho com as suas obras. Adquiriu 12 desenhos da colecção do autor e 18 placas de baixo-relevo cerâmico, no valor máximo de 20 mil euros. São desenhos de 1 metro por 60 cm da colecção do autor sobre “Esta noite improvisa-se”, de Luigi Pirandeli, expostos no Instituto Italiano de Cultura, em Lisboa em 1994 e placas do acervo do autor”. Vítor Fernandes, eleito pelo PCP, não pôs em causa o nome do artista mas interrogou quanto ao valor pago pelas obras e pela avença que recebe todos os meses. “Ferreira da Silva é um ícone do nosso concelho. A nível artístico é inegável o seu valor e o Município tem reconhecido isso das mais variadas formas. Tem reconhecido e tem sido generoso com o escultor. Pergunto se ainda está em vigor a avença que tem com o município, de mais de dois mil euros”, interrogou. O comunista perguntou ainda se em tempo de contenção “vamos fazer um museu e comprar peças”, não obtendo qualquer resposta. Quem não gostou destes comentários foi o deputado socialista Mário Pacheco, que fez notar que Ferreira da Silva “é um autodidacta e alguém de quem as Caldas se deve orgulhar, porque tem uma obra impressionante. Hoje está já debilitado do ponto de vista da sua saúde e não fica bem a esta Câmara estar aqui a chorar os 20 mil euros que se dão a umas peças que têm muito mais valor que outras que já foram aprovadas aqui na Assembleia. Devíamos lutar aqui nesta casa pela obra que ele tem e que dignificava as Caldas e que está ali escondida atrás do chafariz das 5 Bicas com um parque de estacionamento à frente”. Ao JORNAL das CALDAS também não foram respondidas questões sobre o assunto. Carlos Barroso

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