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Naufrágio prega susto a três pescadores

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O “mar falso” pregou no passado sábado um grande susto a três pescadores de Peniche que estavam numa lancha à pesca com aparelho, que foram surpreendidos pela ondulação de três metros. O barco virou-se e os tripulantes foram à água. Dois deles conseguiram chegar a terra a nado, enquanto que o mestre foi socorrido por […]
Naufrágio prega susto a três pescadores

O “mar falso” pregou no passado sábado um grande susto a três pescadores de Peniche que estavam numa lancha à pesca com aparelho, que foram surpreendidos pela ondulação de três metros. O barco virou-se e os tripulantes foram à água. Dois deles conseguiram chegar a terra a nado, enquanto que o mestre foi socorrido por um nadador-salvador. O “Timar”, barco com 6,25 metros de comprimento, andava à pesca de robalo, dourada e sargo. Já tinha apanhado cerca de 60 quilos de robalo quando, após as dez da manhã, a 600 metros da costa, em Pedras Muitas, na zona do Baleal, Peniche, “fomos surpreendidos pela ondulação e pela maré-novidade”, relatou um dos tripulantes, André Martins, de 20 anos. Pelas 10h20, a Marinha, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, recebeu o alerta, que a embarcação de pesca se tinha virado na rebentação. “O mar começou a encher e de repente a partir. A lancha ficou cheia de água e virou logo”, recordou André Martins, que confessou ter sentido “uma grande aflição”. Sendo activados de imediato os meios de socorro no local, verificou-se que a embarcação encontrava-se numa zona rochosa. Mas André Martins não perdeu o discernimento. “Tínhamos todos os coletes salva-vidas e eu larguei as botas e calças para não ir ao fundo e conseguir nadar”, indicou. Outro tripulante, José Miguel, de 48 anos, também conseguiu nadar várias centenas de metros até à costa. Com maior dificuldade estava o mestre, Rogério Paulo, de 45 anos, que acabou por ser socorrido pelo proprietário de um café no Baleal, que a par de outras pessoas se apercebeu à distância do naufrágio. Bruno Grandela, de 30 anos, pegou na prancha de um surfista e utilizou os seus conhecimentos de nadador-salvador para, em conjunto com o monitor de uma escola de surf, chegar até ao mestre e transportá-lo para terra, e no salvamento ainda se cortou ligeiramente numa das pernas. Rogério Paulo tinha “ingerido muita água e estava cansado, agravado pelo peso da roupa e do oleado que tinha vestido”. Foi transportado por precaução para o Hospital de Peniche, tendo alta poucas horas depois. “Para o sucesso dos salvamentos contribuiu o facto de os tripulantes envergarem os coletes  salva-vidas, e que permitiu ao terceiro tripulante manter-se à tona da água até à chegada do socorro”, refere a Marinha, em comunicado. Estiveram no local meios da Polícia Marítima, da Estação Salva-vidas de Peniche, dos Bombeiros Voluntários de Peniche e do INEM. Na costa, populares do Baleal e Ferrel ajudaram, desde a arriba, com recurso a um tractor de grande tonelagem, a puxar para terra o que sobrou do barco, para só após a maré vazia se poder realizar a remoção. A lancha, que sofreu grandes danos, tem seguro. Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (fotos)

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