Estamos no país do fado, do “destino fatal”! Mesmo assim, a liberdade, esse anseio por sermos senhores do nosso destino, atrai-nos e compromete-nos. Exigimos o direito de escolher e honramo-nos na luta por manter essas escolhas. São três os principais campos de incidência dessas escolhas: a família, o trabalho e a sociedade. Embora todos eles sejam importantes e estejam ligados entre si, parece-nos ser esta a ordem de prioridades da atenção do homem. Contudo, a ordem cronológica individual pode ser: família, trabalho, sociedade. A família deve ser o centro das atenções e amores humanos, mas antes de a constituir, o homem e a mulher devem preparar-se para lhe dar todas as condições necessárias à sua sobrevivência: casa, alimentação, vestuário, educação e, sobretudo, o cônjuge. Para tudo isto, também para a escolha do esposo/a, torna-se necessária a formação – académica e humana – que conduz os jovens pelo caminho do sucesso; não no sentido de aplausos, mas no seu verdadeiro sentido: cumprir os objectivos, concluir as tarefas com a maior perfeição possível. É esta a forma de fugir ao fado menor da desgraça, do insucesso. A formação necessita de tempo para ser assimilada. É esta a razão pela qual as escolhas se devem fazer na idade razoável, aquela em que o jovem já usa a razão e não apenas os impulsos. É conveniente adiar o início do namoro para uma idade em que já se podem assumir as responsabilidades inerentes à família e ao trabalho, que trazem consigo as responsabilidades de cidadania. Quando dizemos namoro, queremos dizer uma conversa mais pessoal e íntima (era costume os rapazes referirem-se à sua namorada como a sua conversada porque era isso mesmo que faziam: conversar para se conhecerem bem), seguida de uma conversa alargada ao âmbito das famílias dos namorados: o noivado, tendo como objectivo o casamento. Também esta é uma forma de fugir ao fado fatalista. O salário é a recompensa de quem trabalha para os outros, mas não devemos esquecer que a educação e formação dos filhos, embora isenta de remuneração económica (e até várias vezes penalizada por impostos e pressões de vária ordem) é o melhor serviço que se pode prestar à sociedade. Pode correr-se o risco de perder de vista esta prioridade: dedicar tempo ao cônjuge, aos filhos, ao lar e ainda ao convívio com amigos. As empresas e patrões têm a obrigação de compreender e colaborar com as famílias. Pessoas felizes, emocionalmente equilibradas, dão bons empregados, mais atentos, mais competentes, melhores colegas. Outro modo de se construir o destino e fugir ao ‘fado’. Estamos conscientes de que nem tudo quanto nos acontece depende da nossa vontade: a falta de saúde, o desemprego, os acidentes… mas muito deste nosso fado depende do caminho iniciado e seguido por nós. Quantas das escolhas mais simples feitas por apetite (os bolos, as bebidas), são causa de tristes ‘fados’ de doença (diabetes) e vício (alcoolismo)! Fatalidade do fado? Não. O exercício da vontade pode tornar-nos senhores do nosso destino, pois somos, de facto, os protagonistas da nossa própria existência. Isabel Vasco Costa
Fado?
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