A região Oeste foi palco de gravações de um dos 26 telefilmes produzidos pela Plural Entertainment para serem exibidos na TVI. São histórias com actores e realizadores diferentes, mas que pretendem contar casos de vida. Nomes como os de Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, Fernanda Serrano ou Rita Blanco constam do elenco. “O Outro Lado da Mentira” foi gravado em apenas uma semana (tal como aconteceu nos restantes telefilmes). Uma vila na província é palco da história de um médico trintão – Rui Unas – elogiado pela proximidade com o povo mas que não tem as qualificações necessárias para exercer as funções e é afastado, levando-o a cair na dependência do álcool. A população desafia as autoridades e exige o seu regresso. É este o enredo de “O Outro Lado da Mentira”, que coloca Rui Unas no papel de protagonista. “Deu-me muito gozo, na medida em que é um desafio fazer um papel que foge um bocado do registo que as pessoas estão habituadas a ver. Permite-me mostrar outra faceta como actor. Não é sacrifício nenhum. Sinto-me confortável e ainda bem que me dão oportunidade de provar que sou capaz de me aventurar noutros domínios e que as pessoas são capazes de me levar “a sério” não apenas como actor cómico”, conta. O actor/apresentador considera que “as pessoas vão rever-se na história, sobretudo as da província, com uma medicina de proximidade que se perdeu com o tempo”. Virgílio Castelo é o médico da vila antecessor do protagonista e que foi reformado por cegueira causada pela diabetes. “É uma espécie de antagonista simpático. É um médico mais antigo e com métodos mais tradicionais e que tem um comportamento de antipatia de início mas que desenvolve uma amizade ao longo do filme com o actual médico”, relata. Para o actor, “a grande vantagem do telefilme é que existem personagens construídas de forma mais aliciante e são sempre apanhadas em momentos de excepção da sua vida enquanto na novela as personagens têm muitas cenas do seu quotidiano. Se a personagem aparece cinco vezes tem de ser impressivo o que faz. Na novela pode ter oito meses para causar impacto”. O regresso de Virgílio Castelo à TVI deixa-o satisfeito, depois de sair da SIC, onde teve três participações especiais consecutivas em “Lua Vermelha”, “Laços de Sangue” e “A Família Mata”. No canal de Queluz de Baixo, acaba de gravar o segundo telefilme. “São desafios francamente excitantes para um actor no espaço de dois meses”, sustenta. “Durante o tempo em que estive na SIC tinha funções para além das de actor e não tinha tempo para fazer papéis grandes. É muito agradável esta experiência na TVI”, explica. Em “A Primeira Dama” faz de político candidato à Presidência da República acusado de assédio sexual. Em “O Outro Lado da Mentira” é um médico reformado por cegueira causada pela diabetes. O actor vai entrar no primeiro episódio da próxima novela da estação – “Doce Tentação” – e devido à encenação de “Quem tem medo de Virginia Wolf” no Teatro Nacional, apenas em Março do próximo ano entrará numa novela na TVI com um papel do primeiro ao último episódio. “Gostava de realizar um filme, ando a preparar-me para isso e a escrever um argumento nas horas vagas. Quero filmar uma história que seja profundamente portuguesa. Acho que de um modo geral as nossas histórias têm uma influência francesa enorme. Sinto pouco a alma portuguesa na grande parte dos filmes que se fazem actualmente”, afirma. Virgílio Castelo, que foi casado com Alexandra Lencastre, assume que acompanha “tudo o que tem sido o percurso artístico e não só” da actriz nos últimos anos, contudo, escusa-se a comentar os recentes problemas de estômago que a levaram a ser poupada nas gravações de “Anjo Meu”, novela que actualmente é exibida pela TVI. “Fizemos há anos atrás ‘Ana e os 7’. Foi muito agradável trabalharmos juntos. Somos muito amigos. Mantemo-nos em contacto. Sobre os percalços nas gravações prefiro não falar”, declara. Vitória Guerra veste a pele de inspectora-geral das actividades em saúde. “É uma personagem mais séria. Até agora fiz só de miúda. É a primeira vez que estou a fazer algo diferente de uma novela. O elenco é muito bom”, refere. António Montez é o actor mais veterano. “Sou um velho mineiro e doente, com uma ligação afectiva forte com o médico”, descreve. Confessa que o tempo recorde de gravações “é puxado, sai-se mais morto do que vivo, mas aguenta-se de cara alegre”. “Neste momento não estou a fazer mais nada. Estou na chamada “paragem forçada, porque não fui convidado para mais nada. Estou aberto a propostas”, diz o actor, que considera que “tem de haver cuidado com a qualidade e com a quantidade”. “Às vezes o empaturranço de novelas pode ser mau. Uma data delas a seguir umas às outras. As duas últimas novelas que fiz começaram no horário nobre e acabaram à uma da manhã”, lamenta. “Gosto mais de fazer séries e filmes do que novelas. Não é tanto encher chouriços como as novelas”, manifesta. Do elenco de “O Outro Lado da Mentira” fazem também parte Sandra Celas, Cristina Carvalhal, Carmen Santos, Paulo Pinto e Diogo Branco. Rui Unas e as Caldas “Hélio, o assunto é sério (O medo é uma cena que a mim não me assiste)”, é a designação do vídeo de Rui Unas, aproveitando a popularidade do caldense Hélio Catarino, skater cujo vídeo da queda do skate, na estrada Atlântica, na Foz do Arelho, foi um dos mais vistos de sempre no Youtube. O actor fez uma música – com ritmo de Kizomba – em honra de Hélio. “Sou mais antigo do que ele. O Hélio tem de perceber que tem de ir às urtigas mais vezes, tem de se estampar mais de skate para atingir o meu estrelato no Youtube”, brinca. “Para além da minha actividade profissional na televisão, sou muito activo na net, não ganho dinheiro nenhum com isso e faço-o para me manter próximo dos meus fãs, que gostam de me ver em coisas mais alternativas. E na net eu posso fazer as minhas experiências. De facto fiz uma kizomba em honra do Hélio. Acho que gostou. Já falei com ele, parece-me um tipo normal, apesar de tudo. Tem bem consciência de que foi um enorme disparate e que podia ter morrido”, relata. Rui Unas tem mais um episódio ligado às Caldas da Rainha e que tem a ver com a altura em que fazia o programa “Cabaret da Coxa”, na SIC Radical. A sua visita ao ateliê do artesão Francisco Agostinho, no Chão da Parada, para ver como se fazem os falos das Caldas, é um dos vídeos que continua a ser bastante visto na Internet. “Foi um vídeo que ficou, a net tem essa coisa de maravilhoso, perpetua as coisas que passam na televisão”, comenta. Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (fotos)
Telefilme para a TVI gravado na região Oeste
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