Já tivemos oportunidade de constatar que o acto livre supõe uma escolha e uma adesão a essa escolha. No entanto, tem-se confundido liberdade com escolha, ou seja com uma liberdade limitada, não completa, mais própria de adolescentes (que ainda se encontram a dar os primeiros passos em liberdade) que de adultos (que já executam obra). Na actualidade, esta confusão entre liberdade e escolha está de moda e é possível reconhecê-la nos comportamentos “adolescentes” de adultos e até no modo se apresentarem. De facto, os jovens estão a fugir aos compromissos próprios de adultos ou a assumi-los cada vez mais tarde, arrastando os pais para uma paternidade irresponsável. Mantêm-se em casa destes até tarde, incapazes de se bastarem a si próprios e habituando-se a uma vida confortável, sem incentivos ao exercício da liberdade. Expropriam assim os pais das economias que juntaram com o seu trabalho e sensatez. O casamento é, para eles, um compromisso temido, pois, como fogem do esforço e do mais leve sofrimento ou incómodo, desejam manter aberta a porta da escolha e o cônjuge passa a ser, não uma pessoa a amar, mas uma coisa a experimentar e até a descartar. No campo da moda, vemos as mães a vestirem-se como as filhas, a sujeitarem-se a operações estéticas para eliminar rugas e gorduras, resultado dos seus apetites alimentares. Esquecem que as rugas são traços de vida vivida e obra feita, são manifestações naturais de experiência, de tenacidade, de entrega aos outros e não a futilidades. Neste espírito, os filhos são tratados, por vezes, só com mimos, como “animais de estimação”… e não como pessoas que devem ser preparadas para grandes feitos. Os filhos são considerados um direito e não uma dádiva. Servem como manifestação de fecundidade, mas serão poucos porque dão trabalho. Terão muitos brinquedos e actividades extra-escolares, isso sim, e vestirão roupas de marca porque “não podem passar as privações que os pais sofreram na infância”. Assim, não se fortalece a vontade dos filhos, quando é a vontade que facilita a autodeterminação. Assim, impede-se aos filhos a possibilidade de viverem os afectos da fraternidade e, ao faltarem os irmãos, faltam os tios, os primos…falta família, mesmo família, alargada e nuclear, falta nação, povo, pertença… Também faltará património. Os excessos de luxo e conforto que os pais proporcionam aos jovens, mesmo quando não os merecem, vão fazer falta na velhice dos pais e na herança que podiam ter deixado aos filhos, uma manifestação do amor com que por eles trabalharam, pensando no seu futuro. Tencionamos continuar a investigar quais são as realidades da vida humana merecedoras de compromisso, mas parece-nos, desde já, que uma família numerosa, coesa, fundamentada no matrimónio deve ser incluída nessa lista. E esta realidade tem sido consensual, de tão evidente que é. Basta olhar à nossa volta e reflectir um pouco… Isabel Vasco Costa
Só para adultos
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