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Associação contra a fibromialgia e fadiga crónica com Núcleo nas Caldas

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A MYOS-Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica vai inaugurar, no dia 1 de Outubro, um Núcleo nas Caldas da Rainha. Para além da sessão de abertura oficial – no edifício do Hospital Termal, a partir das 14 horas – o programa integra uma palestra subordinada ao tema “Invisível mas presente: Fibromialgia […]
Associação contra a fibromialgia e fadiga crónica com Núcleo nas Caldas

A MYOS-Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica vai inaugurar, no dia 1 de Outubro, um Núcleo nas Caldas da Rainha. Para além da sessão de abertura oficial – no edifício do Hospital Termal, a partir das 14 horas – o programa integra uma palestra subordinada ao tema “Invisível mas presente: Fibromialgia uma doença de ontem e de hoje”, a assinatura de alguns protocolos com vista à definição de vantagens para os associados da MYOS, e um convívio. A Fibromialgia é uma doença reumática de causa desconhecida e natureza funcional, que origina dores generalizadas nos tecidos moles, sejam músculos, ligamentos ou tendões mas não afectam as articulações ou os ossos. A dor causada pela Fibromialgia é acompanhada de alterações quantitativas e qualitativas do sono, fadiga, cefaleias e alterações cognitivas, por exemplo, perda de memória e dificuldade de concentração, irritabilidade e, em cerca de um terço dos casos, apenas depressão, entre outros sintomas. “As causas desta doença – que podem ser várias – não estão ainda bem claras e continuam a ser investigadas. Há, no entanto, factores precipitantes que podem agravar-se, como o stress, esforços excessivos, humidade, frio, etc. Em muitos casos a doença pode iniciar-se após factos pontuais, como infecções víricas ou bacterianas”, refere a médica Cristina Fidalgo Sequeira, presidente da Direcção da MYOS. “Os estudos para averiguar as causas da fibromialgia prosseguem e pode dizer-se que não há ainda uma etiologia exacta”, acrescenta. Esta doença afecta mais as mulheres do que os homens e inicia-se entre os 20 e os 50 anos, no entanto as crianças e os jovens também pode sofrer de fibromialgia; em idade escolar a frequência é igual em ambos os sexos. “Por vezes a palavra síndrome é utilizada em vez de doença; isto acontece pelo facto de se tratar de uma reunião de sinais e sintomas que ocorrem em conjunto. Trata-se de algo que afecta inúmeras partes do corpo e, à primeira vista, pode até parecer que não existe interligação entre os vários sintomas; daí, por vezes, a dificuldade em diagnosticar esta enfermidade”, acrescenta a presidente da MYOS. Os sintomas da Fibromialgia são, com muita frequência, partilhados pelo Síndrome de Fadiga Crónica, classificado pela Organização Mundial de Saúde na categoria de doenças do sistema nervoso, ao passo que a primeira foi incluída na categoria de doença reumática, em 1992. Além dos sintomas que os doentes sentem quotidianamente, estas doenças podem ter consequências graves na vida social, profissional e familiar. Em certos casos o doente pode deixar de conseguir ter uma vida social e profissional regular; por outro lado as doenças afectam também bastante a família e o ciclo de amigos pois a pessoa deixa de conseguir realizar tarefas que antes tomava por garantidas. A fibromialgia não é, contrariamente à ideia generalizada, uma doença nova. Em 1904 era apresentada como Fibrosite, ao passo que em 1929 aparece identificada como Miofibrosite. Na década de cinquenta esta doença é apresentada como Síndrome Fibrosística ou Síndrome Fibromiálgica, sendo adoptada a partir de 1981 a terminologia de Fibromialgia, que a OMS classificou em 1990. Para Cristina Fidalgo Sequeira, a fibromialgia “deve estar diariamente presente nas preocupações dos doentes, dos profissionais de saúde e das entidades directa ou indirectamente envolvidas no seu acompanhamento e tratamento”. Contudo, sublinha a presidente da MYOS, é importante desenvolver acções de sensibilização para a Fibromialgia pois assim está a ser suscitada “a atenção do maior número de pessoas para esta realidade, para a realidade dos doentes atingidos por esta doença que, em tantos casos, não são compreendidos nos seus locais de trabalho, por parte de amigos e mesmo de familiares; é também lançar o repto para o avanço da investigação quer relativamente às causas desta patologia, quer na procura de tratamentos mais eficazes e ao alcance da generalidade dos pacientes”. A MYOS vai ainda inaugurar outro Núcleo, no próximo dia 24 de Setembro em Albufeira, no âmbito de uma maior afirmação desta associação nacional, que a actual direcção (cuja posse ocorreu no início do corrente ano) pretende implementar.

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