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Câmara das Caldas poupou 100 mil euros na animação de Verão

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O vereador Hugo Oliveira conseguiu que este ano na animação de Verão, quer na Foz do Arelho, quer na cidade, se poupasse cerca de 100 mil euros. É que no ano passado e anos anteriores o Verão Foz levava cerca de 150 mil euros na animação. Este ano para esta actividade só foram despendidos cerca […]
Câmara das Caldas poupou 100 mil euros na animação de Verão

O vereador Hugo Oliveira conseguiu que este ano na animação de Verão, quer na Foz do Arelho, quer na cidade, se poupasse cerca de 100 mil euros. É que no ano passado e anos anteriores o Verão Foz levava cerca de 150 mil euros na animação. Este ano para esta actividade só foram despendidos cerca de 10 mil euros. Na animação nocturna da cidade, no ano passado foram despendidos cerca de 15 mil euros e este ano foram gastos 10 mil euros. Nestas poupanças não entram as actividades desportivas e as Tasquinhas, que se realizaram e tiveram uma poupança de verba significativa, em cerca de menos 30 por cento. Este corte não impediu que a animação se realizasse. É certo que de uma forma mais branda e com as festas e momentos mais significativos a terem lugar, mas sem outros espectáculos de outros tempos. O capítulo da divulgação é que continua a ser um dos problemas desta autarquia, que este ano, como em anteriores, nas vésperas é que anuncia ou cancela alguns dos eventos, como foi o caso da passagem de modelos e eleição da Miss Caldas. “Reduziu-se em muito o orçamento da animação de Verão. Baixou-se de 15 para 10 mil euros na cidade. No Verão Foz cortou-se em quase tudo. Este ano tínhamos um privado que assinou um contrato com a Associação para o Desenvolvimento da Juventude (ADJ) para fazer a Festa Branca e a animação de Verão. Um dos sócios dessa parceria chateou-se e ficou apenas um que acabou por não conseguir ter condições para realizar a animação. O departamento jurídico da ADJ está a analisar esta situação. Seja como for não deixámos de fazer a Festa Branca. A equipa do Centro da Juventude em três dias montou a festa e este ano o Verão não custará 10 mil euros”, disse Hugo Oliveira. O autarca considera que a experiência deste ano é para repetir, tendo em conta os momentos difíceis económicos actuais e que se adivinham, destacando que é nestes períodos que se valoriza a imaginação. “Quando procurámos um parceiro privado foi para baixar os custos. Neste capítulo as coisas não correram bem e por isso ponderamos abrir um concurso para a animação. Mas é sempre bom verificar que é na crise que as pessoas sentem a necessidade de encontrar soluções novas. É nestes momentos que as pessoas são mais inventivas”, disse. “A animação deste ano foi à medida das possibilidades. Poderá não ter tido o mesmo encanto, mas o custo seria outro. Recorremos ao equipamento próprio e mão de obra própria e resultaram. A animação na cidade teve bastante participação”, acrescentou. Hugo Oliveira pretende no entanto seguir este exemplo porque “nenhuma Câmara do país poderá pensar em gastar dinheiro em animação quando as condições sociais são a ordem do dia e é necessário manter e conservar as vias, o abastecimento de água e o saneamento, e entre outras situações primordiais para a população com a garantia de qualidade de vida. Tem de haver um equilíbrio entre a animação e estas coisas. É uma preocupação que o senhor presidente tem tido e que sempre impôs. Teremos de baixar os custos de forma brutal e rentabilizar o que temos”. Por último o vereador da juventude e turismo refere que a animação irá continuar, num plano integrado com a Regeneração Urbana, com a Associação Comercial a despender de uma verba de cerca de 100 mil euros para dois anos na animação que ocorrerá durante todo o ano. Carlos Barroso

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