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Acusado de matar ex-companheiro da mulher

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Foi acusado de homicídio qualificado pelo Ministério Público de Leiria um homem de 42 anos detido pela Polícia Judiciária após ter decidido confessar ter morto o ex-companheiro da mulher com uma moca de madeira e enterrado o corpo há cerca de cinco anos num pinhal de Alcobaça. Nuno Coelho, o arguido, que vivia na Suíça, […]
Acusado de matar ex-companheiro da mulher

Foi acusado de homicídio qualificado pelo Ministério Público de Leiria um homem de 42 anos detido pela Polícia Judiciária após ter decidido confessar ter morto o ex-companheiro da mulher com uma moca de madeira e enterrado o corpo há cerca de cinco anos num pinhal de Alcobaça. Nuno Coelho, o arguido, que vivia na Suíça, regressou a Portugal e decidiu confessar à PJ a autoria dos factos, dispondo-se a indicar o local onde, então, enterrou o corpo. Em Janeiro deste ano, a PJ recebeu o telefonema do homem a declarar que tinha cometido o assassínio numa casa em Rego de Água, Marrazes, Leiria, e que tinha enterrado o corpo numa zona de pinhal, em Pataias, no concelho de Alcobaça. Terá efectuado o crime utilizando um objecto contundente, que se supõe tenha sido uma moca, depois de ter “encontrado na cama a mulher com o ex-marido e pai dos seus três filhos”, revelou o coordenador da PJ de Leiria, Carlos do Carmo. A PJ tomou como séria a declaração e após algumas diligências confirmou que em Agosto de 2005 tinha sido comunicado à PSP o desaparecimento de um homem de 40 anos, residente no concelho de Leiria. Depois de confirmada a informação, a PJ convenceu o suspeito a entregar-se às autoridades portuguesas. Assim aconteceu. Foi detido e acompanhou a PJ ao local onde estava enterrada a vítima, Fernando Lopes da Costa, maquinista. O alegado autor do crime trabalhava num talho na zona de Leiria aquando dos factos. Depois da confissão, mostrou-se “abatido”, mas “mais aliviado”, segundo o responsável da PJ. “Completamente surpreendido” estava o proprietário do talhão de terreno do pinhal de Boubã de Baixo, em Pataias-Gare, onde o cadáver estava enterrado. “A minha mãe já tem uma certa idade e ficou transtornada com a situação quando a Polícia Judiciária lhe telefonou para identificar os proprietários”, relatou Leonel Sousa. “Há cinco anos cortámos madeira e há dois anos fizemos desbaste de eucaliptos na área remexida, mas nunca nos apercebemos de nada”, revelou. A PJ esteve a fazer escavações. “Usaram duas retroescavadoras e fizeram bastantes estragos, vários pinheiros e eucaliptos foram arrancados e cortados, e há buracos por tapar”, referiu Leonel Sousa. “Foram remexidos cerca de 40 metros quadrados”, indicou. O proprietário viu o cadáver a ser retirado pelos bombeiros. “O corpo estava apenas a meio metro do solo e encontrava-se todo atado. A cara estava irreconhecível. Era só ossos e raízes à volta”, descreveu. Leonel Sousa não conhecia o morto nem o homicida, e frisou que o cadáver foi deixado num local difícil de encontrar. “A 500 metros da estrada e numa cova. Aproveitou o desnível de terreno para estar mais à vontade para o enterrar. A pessoa conhecia muito bem a zona onde deixou o corpo, porque só se passa aqui de moto-quatro e de jipe”, sublinhou. Natália Ferreira, mulher do arguido, que estaria a tratar do divórcio, estava na Alemanha e negou qualquer envolvimento no crime, acabando por ser ilibada pelo Ministério Público. Francisco Gomes (texto) Carlos Barroso (fotos)

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