Cerca de um milhar de Emigrantes confraternizaram no pavilhão da Expoeste, num dia dedicado pela Câmara aos emigrantes. Este almoço juntou vários emigrante e ex-emigrante, mas também pessoas que são trabalhadores no estrangeiro e são naturais de outros pontos de fora do país que ouvem falar, nos país de migração da festa das Caldas. É o caso de José Lopes, emigrante no Canadá, natural de Barcelos e que confirmou que não existe outro convívio que tenha a dimensão como o das Caldas. “Há festa por aí, mas como esta das Caldas não há. Somos bem recebidos e sinto-me bem aqui. Os emigrantes merecem recepções como estas”, disse, lamentando, no entanto que o espaço seja demasiado apertado para tanta gente. “As Caldas é número um em tudo. Temos boas praias, boas estradas. Não há zona como o Oeste”, disse, Francisco Santos emigrante nos Estados Unidos. Maria Dolores emigrante em França, confessou que “sempre que pode, vem ao almoço nas Caldas”, porque considera ser um “convívio bonito, interessante e é uma forma de mostrar aos meus filhos este convívio”. A tradição não é perdida e até é enrizada por Luís Ferreira, emigrante na Alemanha, onde nasceu e os seus filhos estão, mas sempre que está em Portugal vem à festa nas Caldas. “Há 44 anos que nasci na Alemanha. Hoje estou aqui a conviver com familiares e amigos. Esta festa é óptima para reencontrar pessoas. Os meus filhos também vêm para festa, para eles conviverem, mas eles gostam mais de praia”, disse gracejando. Graciete Ribeiro, emigrante no Canada aproveitou um tempo de férias para visitar a família e conviver com as pessoas que emigraram, porque disse, os portugueses não recebem bem aqueles que partiram para tentar a sua sorte. “Os emigrantes, são de segunda. Sinto-me bem na minha terra, mas há muitas pessoas que não nos ligam importância, mas nós não somos ricos. Esta festa é maravilhosa e faz a gente esquecer essas coisas. Acho que esta festa organizada pela Câmara é belíssima”, disse. Da parte da organização, António Marques disse que esta festa do emigrante é o mínimo que se pode fazer à população migrante do país. “É uma emoção ver estas pessoas todas aqui. Este é um reconhecimento. A Câmara deve-lhe pelo menos isto. Ter aqui um dia dedicado ao Emigrante durante as tasquinhas é justo e correcto”, disse confessando que estiveram perto de milhar e meio de emigrantes. Maria da Conceição, vereadora da cultura e que esteve à frente da organização desta festa durante muitos anos, mostrou-se muito satisfeita com mais esta edição. “Esta festa acho que já está no calendário de Verão e é uma das maiores organizações da Câmara. É muito bom comemorar um dia aos emigrantes. É uma oportunidade de voltarem a ver amigos e estarem nesta grande família”. Fernando Costa presidente da Câmara, entre um jogo de ping-pong, modalidade que é rei, disse que a festa do emigrante “é um convívio muito importante, é um sinal da boa hospitalidade e acolhimento. É um sinal para que os emigrantes, devem voltar sempre”, disse. Carlos Barroso
Emigrantes em festa na Expoeste
18 de Agosto, 2011
Cerca de um milhar de Emigrantes confraternizaram no pavilhão da Expoeste, num dia dedicado pela Câmara aos emigrantes. Este almoço juntou vários emigrante e ex-emigrante, mas também pessoas que são trabalhadores no estrangeiro e são naturais de outros pontos de fora do país que ouvem falar, nos país de migração da festa das Caldas. É […]
Emigrantes em festa na Expoeste
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