Será em Setembro que a Livraria 107 fecha portas. A confirmação foi dada pela proprietária, Isabel Castanheira que há cerca de um mês tem vindo a devolver livros que se encontram à consignação neste espaço emblemático da cidade das Caldas da Rainha. Isabel Castanheira ficou surpreendida com a dimensão que a notícia teve, através do Facebook, uma vez que poucas horas depois foi destaque através da agência Lusa em diversos sítios na Internet de jornais nacionais e televisões. A livreira, que está na cidade desde da década de 70, pretendia passar despercebida, pelo menos nesta fase dos preparativos do encerramento, mas uma fuga de informação terá precipitado a divulgação em massa da notícia. A Livraria 107 é espaço literário mais emblemático da cidade, mas a pouca venda de livros acelerou o fim do negócio de 35 anos. Aberta em 1976, a livraria conquistou o respeito do circuito livreiro português e destacou-se na cidade onde, a par da venda de livros, a sua proprietária promoveu cafés literários com a presença do mais diversos autores e se associou à promoção e divulgação cultural. Pela mão de Isabel Castanheira estiveram nas Caldas da Rainha escritores como José Saramago, António Lobo Antunes, Lídia Jorge, António Barreto, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Manuel Alegre, Diogo Quintela, Ricardo Araújo Pereira, entre muitos outros. A livraria disponibilizava quase seis mil títulos num espaço de 60 metros quadrados, onde conviviam o busto de Zé Povinho, lagartos bordalianos que vagueavam pelo tecto, um busto de Fernando Pessoa, o gato Gil Vicente ou poemas manuscritos de autores que por ali passaram. Carlos Barroso
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.




0 Comentários