A comunidade piscatória e os visitantes de Peniche podem estar mais tranquilos porque o salvamento marítimo está reforçado com técnicos do INEM. O sistema integrado resulta de uma parceria estabelecida entre a Capitania de Peniche, Câmara Municipal, Proteção Civil, INEM e Centro de Orientação de Doentes Urgentes. A parceria foi formalizada na passada semana com uma acção de formação em que o JORNAL das CALDAS participou e testemunhou o grau de marinheiros atribuído aos técnicos da SIV de Peniche, que agora podem embarcar no salva-vidas “Vigilante”. Os técnicos do INEM tiveram a possibilidade, durante duas semanas, de adquirir hábitos dentro do salva-vidas, como onde colocar o material de apoio, as condições para funcionar o material, como por exemplo, um desfibrilhador e técnicas e condições de navegação a bordo. A diferença desta parceria pode ser a vida e a morte e a melhor ou pior assistência marítima. Devido aos acidentes na ilha da Berlenga e no mar, muitas vezes os técnicos do salva-vidas de Peniche via-se sem competência para tratar as vítimas enquanto que no cais aguardavam os técnicos de saúde pela chegada a terra das pessoas. Agora tudo mudou. Assim que haja um problema na Berlenga ou no mar na zona de influência do salva-vidas de Peniche, pelo menos dois elementos da SIV de Peniche, estacionados no Hospital, embarcam e socorrem no local a vitima. “Quando houver uma situação grave, o 112 toma conta da ocorrência e é quem vai decidir se a evacuação será feita pelo salva-vidas e se a tripulação do INEM deve ou não embarcar para acompanhar o doente ou esperá-lo só à chegada”, disse o comandante da capitania do porto de Peniche, Patrocínio Tomás. O capitão do porto vinca que o início deste processo teve origem na ilha da Berlenga, na assistência aos visitantes, mas devido aos acidentes da época passada, onde ocorreram diversos acidentes marítimos, foi estendida a acção a todo o espaço marítimo. Esta parceria transmite à população e comunidade piscatória, “mais segurança”, mas o responsável lembra que “a segurança compete a cada um e não se resume aos meios que estão no terreno”. Mais satisfeitos estão os tripulantes do “Vigilante”, que consideram que ter mais dois tripulantes com o nível de formação médica “é uma mais-valia para o socorro às pessoas que sofrem acidentes marítimos e para nós, porque é uma forma de estarmos mais seguros na prestação de cuidados de saúde e socorro”, disse Jacinto Neves, comandante da embarcação ao serviço do ISN de Peniche. O mesmo elemento indicou que todos os elementos da embarcação “Vigilante” possuem formação nos primeiros socorros, mas não têm qualquer formação e competência na administração de fármacos ou avaliação médica, situação que fica resolvida com um enfermeiro e um tripulante de ambulância de emergência. A enfermeira Joana Luís, da SIV declarou, que o maior interesse nesta parceria “é chegar mais depressa às vitimas de doença súbita ou outra situação que ocorrem na ilha da Berlenga ou numa embarcação em alto mar”. A enfermeira apontou que “é levado todo o material necessário para que o socorro seja realizado com rapidez e a sua evacuação seja realizada quer pelo salva-vidas, quer mesmo de helicóptero”, algo que anteriormente não era realizado. Para António José Correia, presidente da Câmara de Peniche esta formalização no socorro marítimo é fundamental. “Antes de ser presidente de Câmara visitava a Berlenga e sentia que os pequenos acidentes e doenças súbitas eram desenrascados pelos locais. Nós temos um comandante operacional que desde 2009, através de uma parceria entre os bombeiros e a Câmara, implementou um posto de socorros na ilha da Berlenga com um bombeiro e um vigilante em permanência. Nesse ano de arranque tivemos cerca de 170 intervenções e nos anos seguintes o número tem sido sensivelmente igual. Numa situação de insularidade como é estar na Ilha da Berlenga, obter um grau de prontidão, dá uma maior segurança e passa uma imagem de atractividade e transmite às famílias, profissionais e às pessoas que nos visitam uma tranquilidade necessária”, disse o autarca. “O grande salto qualitativo é que esta solução não é só para a Berlenga. É para todas as situações no mar. O país já está a apreender”, acrescentou, esperando que esta parceria “se estenda a todo o país no salvamento marítimo”. Alexandre Barradas, adjunto de comando dos Bombeiros de Peniche, considerou que esta parceria “ajuda muito os bombeiros”, uma vez que essencialmente as quedas e as doenças súbitas são as principais ocorrências na Berlenga, pelo que um acompanhamento mais próximo “ajuda a vítima”. Diariamente são assistidas entre cinco a seis pessoas, com patologias de enjoos e quedas. Por causa dos enjoos, a “dona Otília”, como é conhecida na Ilha, tem um chá infalível para inverter a má disposição. Carlos Barroso
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.




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