Todos somos resultado das nossas experiências e da educação que tivemos. Nas experiências de vida, como Aldous Huxley dizia, não é tanto o que nos aconteceu na vida que importa, mas sim… O que nós fizemos e aprendemos com tudo o que nos aconteceu. Ou seja, a mesmíssima situação pode ter formas díspares de respostas emocionais de indivíduo para indivíduo que, naturalmente, se irão reflectir na sua própria personalidade, confiança, relacionamento com outros e muito mais… No que respeita à educação, apesar de também ela ser resultado de múltiplas variáveis, dois factores ganham uma preponderância natural: Família e escola. Quanto à família, hoje em dia, temos que ter atenção à quebra dos laços familiares e dos próprios rituais, com mais pais separados, com menos tempo para filhos e com uma “formação” demasiado desculpabilizadora. Os princípios e valores dos mais novos ficam, naturalmente, menos estruturados. Por outro lado, economicamente, esta geração mais nova cresceu “ensinada”, pela família, a ter o que as condições económicas não deviam permitir. Acostumada a ver os pais com dívidas, para terem casa própria, carro novo ou até um plasma na sala, a nova geração não foi habituada a perceber a realidade financeira da família, mas sim a achar-se no direito de ter tudo o que os outros têm. Viver acima das suas posses passou a ser natural. Mas, se as famílias têm culpa do estado a que chegamos, o Estado e as escolas estão longe de estar inocentes… Nos últimos anos, estude ou não, o Estado “obriga” a que o “menino” seja passado de qualquer forma, sob a “ameaça” de penalização ao financiamento da própria escola se isso não acontecer. A função principal do professor já não é ensinar, mas sim ser “pastor”, pago para guardar o “rebanho” e “inventar” critérios de avaliação, independentes do saber técnico, para que não se chumbe ninguém. Curioso este Estado… A que as coisas chegaram. Pois o que importa é o número de aprovações para Bruxelas ver, mesmo que o futuro nos traga uma população com habilitações, mas com menos conhecimentos e capacidades. Depois, vem o mau exemplo de subsidiar alunos carenciados passando-lhes dinheiro para as mãos, em vez de dar a cantina, os livros, o quarto ou os transportes. O resultado é ver alunos subsidiados, por todos nós, a não comer, a não comprar os livros, a viver em casa de familiares e a arranjar boleia para casa, mas tendo dinheiro para a noite, para o tabaco e a mostrar os seus telemóveis de topo. É certo que as famílias têm culpa, mas o Estado também “patrocina” este viver acima das posses. Por último, temos a escola com chefias preocupadas em agradar aos que… Os tornaram chefias. Falam de trabalho em equipa, mas centralizam tudo e conseguiram atulhar de burocracia os professores que, de futuro, só irão conseguir sobreviver no sistema, se não marcarem faltas, nem reprovarem alunos. Por outro lado, são estes mesmos professores que dão o exemplo de facilitismo e tiram os powerpoints e testes da internet dizendo aos alunos que são feitos por eles, que incentivam os bailes de finalistas charmosos com alunos carenciados para que pareçam o que não são e gastem o dinheiro que não têm. Como Tom Peters diz: “O problema não é ter ideias inovadoras, é como derrubar as antigas” e como o exemplo só pode vir de cima, espero que o Estado tenha a coragem de acabar com as constantes “novas oportunidades” para todos aqueles que pouco ou nada querem fazer e dê uma “nova oportunidade”… Ao país.
É tudo uma questão…de falta de educação
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