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Clientes do BPN vão colocar Estado em tribunal

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Os clientes do Banco Português de Negócios (BPN) vão colocar o Estado em tribunal por entenderem que foram enganados pelo banco e por estarem com dificuldade em receber o dinheiro depositado, que no total ascenderá a 150 milhões de euros. A decisão foi tomada no passado sábado, nas Caldas da Rainha, numa assembleia-geral convocada com […]
Clientes do BPN vão colocar Estado em tribunal

Os clientes do Banco Português de Negócios (BPN) vão colocar o Estado em tribunal por entenderem que foram enganados pelo banco e por estarem com dificuldade em receber o dinheiro depositado, que no total ascenderá a 150 milhões de euros. A decisão foi tomada no passado sábado, nas Caldas da Rainha, numa assembleia-geral convocada com urgência, numa altura em que foram entregues quatro propostas para a aquisição e privatização do BPN – pelo Núcleo Estratégico de Investidores, pelo Montepio Geral, pelo banco angolano BIC e por um grupo cujo nome não foi revelado. Na reunião foi realizada nas instalações do Cenforcal, na Zona Industrial e convocada pela Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Clientes do BPN. Participaram 78 associados, tendo sido presente a proposta de “intentarmos uma acção contra o Estado por não termos conseguido até ao momento reaver as nossas quantias depositadas no BPN”, revelou António Henriques, presidente da associação. A acção estende-se ao Banco de Portugal, ”que não cumpriu com todas as regras de fiscalização”. “Há fraudes e muita gente lesada de forma burlesca, pelo que há que accionar os mecanismos legais ao nosso dispor para sermos ressarcidos do nosso dinheiro mas também dos danos morais provocados ao longo de vários anos”, afirmou. “Há pessoas que estão doentes e deprimidas, empresas dos associados com dificuldades e que não podem ir buscar dinheiro ao BPN”, sublinhou António Henriques. Os associados aceitaram avançar com o pagamento de uma quotização para permitir recolher fundos para o pagamento da primeira tranche do processo judicial. A associação alertou também que teve conhecimento de que o BPN “anda a solicitar aos clientes que assinem contratos e documentação sem que efectuem movimentos ou subscrições de produtos”, aconselhando os associados que “não assinem nada que não seja do seu total conhecimento, porque poderão estar a legalizar alguma coisa que não foi assinado na altura em que o acto praticado”. A venda do BPN é vista com alguma desconfiança pelos clientes, que receiam o seu problema continue sem resposta. Contudo, não se pronunciaram sobre os candidatos conhecidos. Na reunião foi revelado que a associação pediu uma audiência ao novo ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Francisco Gomes

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