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Professores reflectem sobre o património cultural e natural

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Colocar os professores no final do ano a reflectirem e a partilharem sobre o património, foi o objectivo da acção de formação de quatro dias intitulada “O Património (Cultural e Natural), A Escola e o Território Educativo. Discursos e Linguagens Inter e Transdisciplinares”, que terminou no passado dia 15 em Óbidos. O organizador do evento, […]
Professores reflectem sobre o património cultural e natural

Colocar os professores no final do ano a reflectirem e a partilharem sobre o património, foi o objectivo da acção de formação de quatro dias intitulada “O Património (Cultural e Natural), A Escola e o Território Educativo. Discursos e Linguagens Inter e Transdisciplinares”, que terminou no passado dia 15 em Óbidos. O organizador do evento, Nicolau Borges, director do Centro de Formação da Associação de Escolas (CFAE) do Centro-Oeste, estava muito satisfeito com forte adesão, referindo que conseguiram “provar com a acção de formação que é possível criar diálogos entre os vários tipos de património, como a biologia, geologia, história de arte, química, entre outros”. “Trouxemos cá muitas entidades que apresentarem as suas propostas de visitas, tarefas, actividades e publicações de modo a que os professores possam enriquecer o ser amplo portfólio de recursos possíveis de utilizar em sala de aula com os seus alunos”, revelou Nicolau Borges, acrescentando que “o intuito é que os docentes consigam trabalhar em rede e cooperativamente dentro dos agrupamentos, criando abordagens interdisciplinares”. Segundo este responsável, o património afastou-se um pouco das escolas devido à redução da componente não lectiva e das questões da avaliação. “O professor está centrado no cumprimento dos programas e no desenvolvimento dos conteúdos porque vão ser avaliados em contexto de exame, e tudo o que era o complemento curricular, o trabalho voluntário do professor, a saída para o campo, o conhecimento do património, passa a ser uma importância secundária”, relatou o director do CFAE Centro-Oeste, adiantando que é necessário reverter essa situação com um trabalho colaborativo dos professores e das escolas. Para Nicolau Borges o património não pode ser só uma questão da história, da memória e do Museu. “Tem que ser muito mais”, sublinhou, exortando à valorização do património na sala de aula. “O nosso património é único no mundo, e é bom que as escolas tenham consciência disso, porque é uma vantagem competitiva, quer do ponto de vista económico quer como factor diferenciador do turismo”, afirmou Nicolau Borges, acrescentando que “é também uma indústria potenciadora de oportunidades de emprego”. Esta iniciativa, que contou com a presença de 120 professores, decorreu no auditório da Casa da Música, e foi uma organização conjunta do Centro de Formação da Associação de Escolas do Centro-Oeste, Câmara de Óbidos, Associação PATO, agrupamentos de escolas de Atouguia da Baleia, Bombarral, Cadaval e Escola Secundária de Peniche. Inserida no programa esteve uma visita a Óbidos, guiada por Carlos Orlando. A acção de formação para docentes, com este tema do património cultural e natural, já não se realizava há quatro anos. Segundo o director do CFAE Centro-Oeste, esta iniciativa pretendeu recuperar uma antiga realização, que dado ao seu êxito irá agora voltar a decorrer anualmente. O CFAE Centro-Oeste integra os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básicos e secundário dos concelhos do Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche. Marlene Sousa

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