A capacidade empreendedora de Jorge Rocha, de 36 anos, levou-o abandonar empregos seguros para meter em prática as suas ideias ligadas ao turismo de natureza e à mobilidade sustentável. Criou a Turn in Green, onde as actividades passam pelos passeios a pé e de bicicleta no campo e observação de aves em pontos estratégicos da região Oeste. Para além do negócio, quer levar as pessoas a preocuparem-se com a preservação do património natural. Na cidade das Caldas da Rainha, proteger o ambiente passa por evitar transportes poluentes, através de um serviço de partilha de bicicletas a que Jorge Rocha está ligado. No final de 2005 Jorge Rocha decidiu sair do Millenium BCP, insatisfeito com as perspectivas de progressão na carreira. “O que estava previsto não me satisfazia e julgo que tinha mais capacidades para fazer coisas diferentes e que eram um pouco aprisionadas no sítio onde estava. Mas aprendi muitas coisas com o eng. Jardim Gonçalves”, recorda. Dedicou-se à formação académica, para enveredar pelo curso de Gestão do Desporto, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Pelo meio voltou à banca, na Caixa Geral de Depósitos e no Barclays. Terminou a licenciatura e resolveu criar o seu próprio negócio. Apresentou um projecto no Instituto de Emprego e Formação Profissional e enquanto aguardava aprovação integrou a Associação Marcar o Ritmo, que lançou a ideia de partilha de bicicletas na cidade das Caldas da Rainha, com criação de vários pontos de recolha e entrega, numa parceria com a autarquia local. De seguida é finalmente criada a Turn in Green (transformar em verde). “Transformar tudo em verde pode parecer algo fundamentalista mas em todas as actividades em que estão envolvidos procuramos transmitir os conceitos relacionados com a ecologia, com a prevenção do meio-ambiente, com a questão da sustentabilidade, ou seja, de tudo aquilo que produzirmos termos a noção de que temos escassos recursos naturais e que temos de poupá-los para que as gerações vindouras possam também usufruir deles”, comenta. É uma empresa de animação turística que se dedica a duas áreas de negócio: Mobilidade Urbana (soluções de partilha de bicicletas – Bike Sharing) e Turismo de Natureza (passeios a pé, bicicleta e observação de aves). Disponibiliza soluções assentes em valores relacionados com a preservação do meio ambiente, o contacto com a Natureza e uma mobilidade urbana sustentável. Aproveitando a experiência adquirida na universidade, onde contactou com as possíveis oportunidades de negócio turístico na região – relacionados com o golfe e turismo da natureza, que passam por passeios a pé e bicicleta – Jorge Rocha, através da Turn in Green, fez uma parceria com uma empresa de Coimbra, a LogicPulse, para explorar o negócio do bike-sharing e aluguer tradicional de bicicletas à volta da Lagoa de Óbidos e de pontos turísticos de interesse nas Caldas da Rainha. “Temos uma frota de cerca de 40 bicicletas que estão espalhadas em vários pontos e que estão a funcionar em permanência todo o ano, com alguns condicionalismos nos períodos de menor procura, porque depois aproveitamos as bicicletas para realizar determinados eventos”, descreve. Recentemente foi lançado o projecto Birdwest – observação de aves. “Constitui um nicho de mercado muito importante e pode trazer muitos turistas à região Oeste, quer especialistas, interessados, famílias e grupos, estando interligado com o património local e a gastronomia”, refere Jorge Rocha. “A região tem a vantagem de numa pequena área condensar uma enorme diversidade de habitats e pontos interessantes para observação de aves. Temos o Cabo Carvoeiro, Lagoa de Óbidos, Paul de Tornada, Serra de Aire e Candeeiros, Serra de Montejunto e Berlengas, com a grande vantagem do observador no próprio dia visitar um ambiente costeiro e marinho e uma área de montanha, é uma grande valia para quem tem pouco tempo e quer ver muitas espécies de aves”, salienta. “Procuramos levar as pessoas ao contacto directo com a natureza numa experiência enriquecedora para o especialista e para o amador”, indica Jorge Rocha. Este projecto conta com o apoio do Turismo de Portugal e Turismo do Oeste e já estabeleceu diversas parcerias com operadores de referência de alojamento na região. Ainda este ano será lançado um software para telemóvel que permitirá a identificação das aves possíveis de observar nos vários pontos, numa parceria com a empresa tecnológica Makewise e a associação ambientalista Pato. Francisco Gomes A opinião de Jorge Rocha O PULSO DA CRISE Aspecto positivo – COOPERAÇÃO Este é o momento de acção e dos empresários compreenderem que independentemente da dimensão da sua empresa, será através das parcerias, da cooperação, da co-criação e da co-produção que conseguirão potenciar a obtenção de melhores resultados. Juntos concerteza somos capazes de chegar mais longe e criar valor ao produto ou serviço desenvolvido, produzido ou comercializado. Aspecto negativo – NEGATIVISMO Ainda são muitos os que se conformam com o triste fado e destino do País. Compreendemos que as dificuldades são muitas, mas é nestes momentos que temos de demonstrar uma nova atitude que ajude a alterar o rumo. Como? Redefinindo estratégias, procurando as oportunidades seja através da inovação, da iniciativa, do arrojo, ou simplesmente de colocar na nossa vida e no nosso trabalho o melhor que há em nós. OS MEUS CONSELHOS 1 ATITUDE POSITIVA – Colocar o melhor de que há em nós naquilo que fazemos, em especial em momentos que são de incerteza e de muitos constrangimentos, fortalece-nos e ajuda-nos a reduzir as incertezas que enfrentamos. 2 PENSAR EM PESSOAS – É importante que os recursos humanos das empresas, os clientes e fornecedores sejam considerados e compreendidos enquanto pessoas. Vê-las como um número seja um custo, lucro ou percentagem de vendas é demasiado redutor. 3 APOSTAR NA FORMAÇÃO – Deverá ser a base de tudo, independentemente da função ou objectivos daqueles que trabalham connosco. Fomentar a vontade de aprender e de melhorar os niveis quantitativos e qualitativos do conhecimento permitirá uma maior participação na tomada de decisão da empresa a vários níveis. 4 ADAPTAÇÃO A NOVOS DESAFIOS – Tanto na vida pessoal como na profissional devemos cultivar os valores, as competências e as apetências que permitam mais facilmente a adaptação a novos desafios. Isso permitirá de forma mais célere solucionar imprevistos que possam surgir no percurso e chegar mais longe. 5 COMPROMISSO Com as pessoas, com os valores, com os objectivos, com a excelência, com a eficiência, com a possibilidade dos outros, sejam colaboradores, clientes ou fornecedores compreenderem que o que somos e o que fazemos potencia a sua função, papel e participação na criação de valor do que criamos. 6 ESTRATÉGIA Elabore uma para si e outra para a sua empresa. Isto irá permitir-lhe optimizar a sua energia, os seus recursos, processos e atingir mais facilmente objectivos. 7 NÂO DESISTIR Estar preparado para falhar. Aceitar que uma falha não é um fracasso, é apenas uma etapa no processo de realização ou do sucesso, falhar é mais uma oportunidade de sermos melhores no futuro. 8 TER INICIATIVA É fundamental para quem deseja ser ou já é líder. Revela estar atento às oportunidades e tendências. Ter iniciativa revela que se antevê possíveis opções e caminhos que podem valorizar as pessoas e as empresas no sentido de transformar positivamente o que as rodeia. 9 INOVAR E RE-CRIAR Fomentar a inovação ou a re-criação permite a optimização de recursos e processos. Eleva a participação e desempenho das pessoas, ajuda a melhorar a eficiência de todos na empresa e fora dela. 10 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E SOCIAL Compreender que todas as nossas acções têm impactos e que todos na empresa deverão ter consciência de que é possível sempre fazer um pouco mais pelos outros e pelo planeta. Os bons resultados financeiros devem ser re-investidos nas pessoas e na melhoria de processos que preservem o ambiente e o nosso planeta.
Observação de aves e passeios de bicicleta pela natureza
15 de Julho, 2011
A capacidade empreendedora de Jorge Rocha, de 36 anos, levou-o abandonar empregos seguros para meter em prática as suas ideias ligadas ao turismo de natureza e à mobilidade sustentável. Criou a Turn in Green, onde as actividades passam pelos passeios a pé e de bicicleta no campo e observação de aves em pontos estratégicos da […]
Observação de aves e passeios de bicicleta pela natureza
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