Realizou-se, nos dias 1 e 2 de Julho, o I Simpósio História e Arte na Misericórdia, organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Óbidos com o apoio da União das Misericórdias Portuguesas, do Município de Óbidos e da empresa municipal Óbidos Patrimonium, assinalando a Comemoração dos 500 anos da Fundação da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos com uma iniciativa de carácter científico. O saldo da iniciativa foi bastante positivo, dado o carácter informal que o encontro de vários especialistas na matéria acabou por ter. Trocaram-se impressões, lançaram-se novas ideias e aprofundou-se o conhecimento cruzado de especialistas sobre as Misericórdias. A primeira comunicação contou com a presença de Manuel Ferreira da Silva, que dedicou muito do seu tempo às Misericórdias, permitindo fazer a ponte com a comunicação de Manuela Mendonça, presidente da Academia Portuguesa de História, levando a conclusões sobre o trabalho social e comunitário das Misericórdias ao longo dos séculos. Seguiram-se as comunicações de Margarida Garcez e de Laurinda Abreu, levando a conhecer o universo característico da Misericórdia de Óbidos em contraponto com o universo da Misericórdia de Évora. O dia terminou com um concerto do grupo coral Audite Nova que provou, além da qualidade do grupo (segunda vez que actua na vila de Óbidos), a acústica da Igreja da Misericórdia em Óbidos. O segundo dia foi centrado mais no papel que a União da Misericórdias tem tido ao nível da conservação e divulgação do património das misericórdias, com a comunicação de Miguel Loureiro, terminando com uma comunicação de Sérgio Gorjão, actual director do Museu Grão Vasco, sobre alguns elementos novos encontrados na documentação da Misericórdia, que reforçam o carácter de aquisição de peças e património valioso para a Misericórdia de Óbidos. Foi também lançada a polémica sobre a fundação da Santa Casa da Misericórdia, segundo a documentação, atribuída à rainha D. Leonor, mas, presumivelmente, já em período referente a D. Manuel, não sendo alheio todo o trabalho misericordioso anterior a esse período afecto às confrarias do Espírito Santo, de São Vicente da Gafaria e do Convento de S. Domingos, valorizando o papel que a Rainha Santa Isabel (figura homenageada na edição deste ano do Mercado Medieval de Óbidos) teve na vila de Óbidos.
Misericórdia de Óbidos celebra 500 anos
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