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Centro Hospitalar esclarece fecho do portão da Mata

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O acesso automóvel à Mata Rainha D. Leonor através da sua alameda principal “não foi proibido, mas sim e apenas condicionado”, garante a administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON). O esclarecimento surge após a indignação manifestada por Jorge Santos, presidente do Hóquei Clube das Caldas, que reportou que “foi fechado o portão do Parque […]
Centro Hospitalar esclarece fecho do portão da Mata

O acesso automóvel à Mata Rainha D. Leonor através da sua alameda principal “não foi proibido, mas sim e apenas condicionado”, garante a administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON). O esclarecimento surge após a indignação manifestada por Jorge Santos, presidente do Hóquei Clube das Caldas, que reportou que “foi fechado o portão do Parque da Mata, impedindo o acesso via automóvel ao mesmo”. Segundo o dirigente, “o município foi informado – e apenas isso – de que esta medida iria ser tomada por decisão da administração do CHON, a partir do dia 1 de Julho”. Jorge Santos lamenta que decisão leve a quem recorra ao Pavilhão da Mata tenha agora de “procurar estacionamento fora do Parque da Mata, muitos provavelmente junto à estrada, aumentando a probabilidade de acidentes e atropelamentos, pois prevê-se muito estacionamento caótico naquela zona, além de ficarem sujeitos a multa”. A administração do CHON alega que “foram informadas as diversas entidades gestoras dos equipamentos no interior daquele espaço, em reuniões tidas para o efeito em 2008 (reunião preliminar), a 11 de Dezembro de 2010 e a 1 de Julho de 2011, que a partir do dia 1 de Julho foi autorizada a circulação de viaturas de emergência (Polícia, Bombeiros e INEM), de recolha do lixo da Câmara e dos serviços de manutenção do CHON”. Relativamente às actividades realizadas no Pavilhão Gimnodesportivo, está autorizada ainda a circulação de viaturas dos membros do executivo camarário, de transporte colectivo de crianças que pratiquem actividades no Pavilhão Gimnodesportivo, devendo estas viaturas estacionar fora da Mata, de transporte de deficientes, e de serviço do Pavilhão Gimnodesportivo, devendo para tal estar expressamente autorizadas pelo conselho de administração do CHON. “Para abertura do portão pelos responsáveis do Pavilhão foram fornecidos à Câmara dois comandos à distância, conforme as necessidades acordadas na reunião com os respectivos Serviços em 12 de Novembro de 2010”, refere a administração, que indica que “existem múltiplas razões de carácter técnico para restringir o acesso e sobretudo o estacionamento automóvel indiscriminado na alameda e nos espaços envolventes”. De acordo com o conselho de administração, “a função primordial da Mata, neste momento, é a protecção dos aquíferos e dos respectivos furos de águas termal. Esta função é incompatível com a infiltração no solo de óleos e carburantes, metais pesados, etc., provenientes, nomeadamente, da circulação e do continuado estacionamento de viaturas”. Por outro lado, “a manutenção do povoamento arbóreo, tão importante na preservação das condições de protecção e no conforto micro climático da Mata, exige também que sejam evitadas as infiltrações referidas, o calcamento e compactação do solo, que impede o arejamento e o abastecimento de água às raízes e a produção de poeiras asfálticas e fuliginosas, em grande parte produzidas pelo gasóleo, que formam agregados viscosos nas folhas, impedindo a respiração e a fotossíntese das árvores”. “É patente ao longo da alameda a degradação acelerada do pavimento asfáltico”, sublinha, fazendo notar que “a Mata Rainha D. Leonor é também um espaço verde de lazer do qual a população caldense pode e deve usufruir. Por isso deverá ser um local com ar puro e oxigenado, e com baixos níveis de ruído, portanto, nada compatível com a situação anterior de desregulamentação da circulação e estacionamento de viaturas ligeiras, pesadas e de motociclos”. “Deverá também ser um lugar seguro, logo incompatível com a sua utilização para estacionamento de viaturas utilizadas para a prática de actos menos lícitos”, sustenta. Para reforço do estacionamento, a administração do CHON cedeu gratuitamente à autarquia uma faixa de terreno de 6.500 m2 para construção de estacionamento e passeios, ao longo da Rua Diário de Noticias, equivalente a uma capacidade de cerca de 200 lugares, 75 dos quais se situam de um e de outro lado do portão da alameda. “Atentar contra o património termal e consequentemente contra o património da cidade, seria não condicionar o tráfego e o estacionamento dentro da Mata Rainha D. Leonor, permitindo a sua continuada degradação como se tem vindo a verificar”, conclui. Francisco Gomes Legenda: Portão da polémica

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