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Passadeira junto à passagem desnivelada do Largo da Vacuum vai ser rectificada

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Depois de mais um acidente Uma das passadeiras da Rua Professor Manuel José António tem sido palco de vários acidentes e sustos de quem atravessa a artéria, desde que foi construída a passagem desnivelada do Largo da Vacuum. A última vitima foi Sandra Santos, de 18 anos, que no dia 17 de Junho, pelas 21h46, […]
Passadeira junto à passagem desnivelada do Largo da Vacuum vai ser rectificada

Depois de mais um acidente Uma das passadeiras da Rua Professor Manuel José António tem sido palco de vários acidentes e sustos de quem atravessa a artéria, desde que foi construída a passagem desnivelada do Largo da Vacuum. A última vitima foi Sandra Santos, de 18 anos, que no dia 17 de Junho, pelas 21h46, ia atravessar a artéria na passadeira e foi colhida por uma viatura que não a viu. Em consequência do acidente ficou com ferimentos na cabeça, anca e perna, estando em repouso. “Parei à frente da passadeira para ver o carro. Como vinha devagarinho comecei a atravessar. Depois só dei por ele em cima de mim. A senhora não me viu. Cai sobre o carro, parti o vidro e caí no chão. Levantei-me logo e saí da estrada para não ser novamente atropelada”, contou Sandra Santos. A jovem relatou que usa a zona de passagem regularmente e assegurou que é sempre cuidadosa ao fazer o atravessamento, contando também que testemunhou alguns episódios de perigo. “Naquela passadeira, olho sempre para um lado e para outro. Sei que ali os carros não têm muita visibilidade. Aquela zona é um ponto de redobrada atenção. É perigosa. E todos os dias há sempre pessoas que se assustam com os carros e vice-versa”, indicou a jovem. A mãe, Fernanda Pereira, está preocupada com aquela passadeira e pondera apresentar uma queixa contra a Câmara por negligência na escolha da zona de atravessamento. “Estão à espera que alguém morra naquela passadeira para verem que a passadeira não está correcta e que não é local mais indicado para a colocarem. Não é visível e não tem condições”, sustentou. “Os ferimentos na minha filha poderiam ter sido graves, mas ela ficou com traumas e agregado aos problemas de saúde, não estou sossegada. Parece que estão à espera que haja uma situação mais dramática”, desabafou. “Naquela passadeira já houve vários atropelamentos. A minha filha foi a mais recente vítima. Antes de fazerem uma passadeira deveriam de ver o grau, a visibilidade e verificarem se fica num bom sítio. Aquela não foi feita assim. Fez-se uma passadeira porque se acha que deve haver uma. A Câmara deve rever aquela situação porque está errada. A passadeira tem de andar mais uns metros e devem prolongar o gradeamento, para as pessoas não atravessarem em zona proibida”, aconselhou Fernanda Pereira. Para a mãe da jovem a responsabilidade não é da condutora, mas de quem fez a passadeira naquela zona. “A responsabilidade neste caso é toda da Câmara que não tem visão para fazer a obra. Se fosse eu a condutora, pedia responsabilidades à Câmara e como uma acção de negligência por uma passadeira mal colocada”, disse. A jovem tinha no dia 20 de Junho um exame nacional para o ingresso no ensino superior, mas ficou afastada de o realizar devido aos ferimentos do atropelamento e por esse facto a progenitora também lamenta que o Ministério de Educação não preveja estas situações de doenças ou acidentes súbitos. “Ela tinha um exame nacional que não o fez. A Lei não prevê estas situações de acidente ou doença súbita e por isso vai ficar com falta. Agora só pode ir a exame na segunda volta. Se não conseguir passar à segunda volta só para o ano é que pode fazer o exame e ingressar no ensino superior. Nem o Ministério da Educação prevê estas situações e ela fica prejudicada”, declarou Fernanda Pereira. Hugo Oliveira, vereador responsável pelo trânsito, disse que a passadeira vai ser retirada do sítio actual, durante a semana que vem, considerando que se trata efectivamente de um problema de visibilidade para quem passa o túnel do Largo da Vacuum. A recolocação da passadeira surge depois “de os serviços técnicos terem analisado aquela situação e verificou-se que aquele não é o melhor sítio para o atravessamento de peões e por isso vai ser feita a deslocação da passadeira mais para junto da zona comercial a fim de dar mais visibilidade para quem atravessa e para quem circula em viaturas”. Já quanto à colocação de gradeamento ou barreiras para evitar atravessamentos indevidos, o autarca disse que o mesmo “não é possível devido às garagens” existentes na zona. Segundo dados fornecidos pelos bombeiros das Caldas, desde 2009 que naquela passadeira já foram atropeladas três pessoas, mas fonte dos operacionais apontou que naquele troço há relatos de mais situações relacionadas com choque entre viaturas e peões mas que não careceram de transporte para o Hospital. A mesma fonte referiu ainda que além daquela zona de atravessamento, as zonas entre as rotundas da Fonte Luminosa, do Modelo e da Expoeste, são os locais de maior perigosidade de atravessamento de peões e onde se regista maior número de acidentes. Contactada a PSP das Caldas, o segundo comandante, Firmino Rodrigues, disse que durante o ano de 2009 não ocorreram acidentes, em 2010 ocorreram dois acidentes e em 2011, já estão registados quatro acidentes, até ao dia 17 de Junho. Quanto à realização do exame escolar, contactámos a Escola Secundária Raul Proença, que confirmou que a jovem só pode realizar o exame na segunda chamada, apesar de existirem casos excepcionais de alunos que estejam em competição, que podem realizar os exames em Agosto. Por outro lado, existe no mesmo estabelecimento de ensino uma aluna que recebeu um transplante e que vai ficar de fora dos exames, uma vez que a Lei não prevê nada em caso de doença, súbita ou programada. Por esta explicação, Sandra Santos, sente-se “triste por não poder fazer esta primeira chamada” do exame nacional. Carlos Barroso

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