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Conselhos ao novo Primeiro-Ministro

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Sr. (novo) primeiro-ministro. Eu, cidadão (quase) anónimo, lido apenas por alguns maduros que me conhecem e têm a paciência de o fazer, venho modestamente mas com a pretensão da experiência vivida por sete décadas, metade em ditadura, metade em democracia, venho, dizia, dar-lhe meia dúzia de conselhos que facilmente dispenso até porque sei que jamais […]

Sr. (novo) primeiro-ministro. Eu, cidadão (quase) anónimo, lido apenas por alguns maduros que me conhecem e têm a paciência de o fazer, venho modestamente mas com a pretensão da experiência vivida por sete décadas, metade em ditadura, metade em democracia, venho, dizia, dar-lhe meia dúzia de conselhos que facilmente dispenso até porque sei que jamais os lerá. Mesmo assim dou-os. 1º conselho – Não minta, não aldrabe, nem sequer doure pílulas pretas e amargas. O povo não é parvo – ao contrário do que muitos políticos pensam – e percebe bem quando está a ser enganado, quando lhe vendem gato – sonhos – por lebre – dura realidade. Diga a verdade nua e crua. SEMPRE. 2º conselho – Não se tome ares de grande senhor. Você está aí porque nós lhe demos a nossa confiança para ser capaz de levar a bom porto esta nau desgovernada e esburacada, quase a afundar-se. Confiamos em si para evitar um naufrágio. Para isso seja capaz de fazer as pontes necessárias mas sem vender a alma. E não esconda nada que a gente descobre sempre tudo. 3º conselho – Não tenha medo do poder das corporações quaisquer que sejam (ex. da justiça, dos sindicatos, dos patrões, da finança, dos construtores, dos professores, dos grandes interesses empresariais e financeiros nacionais ou europeus). Faça-lhes frente sempre com o interesse de Portugal em primeiro lugar. Quando tiver que negociar compromissos seja duro mas imaginativo. Rodeie-se de gente competente, séria e justa. 4º conselho – Não se ‘venda’ aos interesses (por esta ordem) do partido, do dinheiro, do poder, da ascensão social inebriante, das corporações. 5º conselho – Não faça da política e do exercício do poder um espectáculo de ‘show off’, de auto-promoção sua ou do seu partido. Use-o para co-responsabilizar o país com as medidas duras que vai ter que tomar. Seja aberto e não esconda da gente os compromissos de gabinete. 6º conselho – Escolha os colaboradores exclusivamente em função da sua competência e experiência para o cargo/função a desempenhar. Não se esqueça que o poder é temporário e quando o perder os ‘boys’ vão abandoná-lo e dizer mal de si. Os colaboradores sérios não. Muitos mais poderia dar mas fico-me por aqui. Espero que os siga. J.M.

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