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Agricultores com dificuldade em vender pepino

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As dificuldades na comercialização do pepino, alegadamente devido ao pânico provocado pela bactéria E. Coli, estão a afectar a venda de outros legumes e verduras. Os agricultores desta região garantem que os seus produtos hortícolas são de confiança. Joaquim Mesquita, produtor de tomate e pepino no Olho Marinho, em Óbidos, já destruiu cerca de duas mil […]
Agricultores com dificuldade em vender pepino

As dificuldades na comercialização do pepino, alegadamente devido ao pânico provocado pela bactéria E. Coli, estão a afectar a venda de outros legumes e verduras. Os agricultores desta região garantem que os seus produtos hortícolas são de confiança. Joaquim Mesquita, produtor de tomate e pepino no Olho Marinho, em Óbidos, já destruiu cerca de duas mil toneladas de pepino. O agricultor está preocupado porque tem três mil pés de pepino na estufa que já “estão a ficar velhos” e que para a semana tem que “os deitar fora”. Joaquim Mesquita nota que os consumidores continuam assustados, revelando que o seu prejuízo vai rondar os treze mil euros, porque no total vai destruir 33 toneladas de pepino. No ano passado, nos meses de Junho e Julho, vendeu todo o pepino que produziu, referindo que o Verão é uma boa altura para vender este produto por ser uma época do ano onde as pessoas consomem mais saladas. Isaura Felix, da Usseira – Óbidos, vendedora na Praça da Fruta nas Caldas da Rainha, revela que está com dificuldades em escoar quase todos os produtos agrícolas que vende (couve, pepino hortaliça, courgette e tomate), desde que surgiram as notícias sobre a bactéria que já provocou a morte a 38 pessoas na Europa. “No Verão sempre vendo vinte molhos de grelos e desde que se começou a falar da bactéria E. Coli comecei a vender dois molhos”, declarou a vendedora. Faz criação de gado e em vez de destruir os legumes que não vende tem os dado aos animais para comer. Alega ainda que os consumidores das Caldas deixaram de comprar mas continua a vender aos seus clientes de Lisboa “Eu tenho clientes habituais de Lisboa que vêm ao sábado comprar a verdura e esses continuam a comprar o normal”, contou. “A venda do pepino parou”, disse António Pereira, acrescentando que “a semana passada até se começou a vender alguma coisa mas agora com esta nova notícia da bactéria em França com as crianças, a venda parou novamente”. Este responsável não tem dúvidas de que o problema associado ao pepino está a ter reflexos negativos no escoamento de outros produtos, porque  existe um clima de desconfiança dos consumidores. “Não estão fáceis as coisas regressarem à normalidade”, afirma o agricultor. O JORNAL DAS CALDAS encontrou o caldense Manuel Silva na Praça da Fruta a comprar pepinos, alegando que “tenho confiança no que é nosso”. Marlene Sousa

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