Ministério Público quer apresentações periódicas na PSP O Ministério Público (MP) das Caldas da Rainha recorreu da medida de coação aplicada à mulher indiciada como autora material do incêndio que vitimou três pessoas na zona histórica da cidade, por considerar haver perigo de fuga. “Eu praticamente não saio de casa porque ainda estou a recuperar das queimaduras, mas se o tribunal decidir, tenho que me apresentar na PSP”, disse à lusa Diana Kabanchuk, confirmando ter sido informada de que o Ministério Público quer alterar a medida de coação para apresentações periódicas na PSP. Diana Kabanchuk, de 32 anos e nacionalidade ucraniana, foi detida a 7 de Fevereiro pela Polícia Judiciária, na sequência de um incêndio na zona histórica das Caldas da Rainha, que causou três vítimas mortais, cinco feridos que receberam tratamento hospitalar e ferimentos ligeiros em duas pessoas que foram assistidas no local. Na sequência da investigação desenvolvida, a PJ considerou que o fogo terá tido início numa vela que tombou para o sofá, incendiando o quarto onde Diana se encontrava a dormir. A moradora do apartamento foi ouvida a 8 de Fevereiro pelo Juiz de Instrução Criminal, que lhe aplicou a medida de coacção termo de identidade e residência. O MP efectuou um recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, pedindo a revogação do despacho e aplicação de apresentações periódicas na PSP. “Querem que me apresente na PSP, porque acham que posso fugir, mas a minha situação não mudou e já disse que não penso sair de Portugal”, acrescentou Diana Kabanchuk. Contactada pela Lusa a procuradora adjunta Maria Leonor Cardiga mostrou-se indisponível para prestar quaisquer esclarecimentos. A defensora oficiosa de Diana Kabanchuk confirmou ter sido notificada do recurso, mas escusou-se a fazer qualquer comentário.
Ucraniana indiciada por incêndio mortal
31 de Março, 2011
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