Foi reinaugurada no passado dia 27, na serra de Montejunto, a Real Fábrica do Gelo, após ter sido alvo de obras de conservação e valorização. Monumento nacional setecentista, o complexo da Real Fábrica do Gelo, considerado por inúmeros especialistas internacionais como um caso único – pela originalidade das suas estruturas e pelo razoável estado de conservação a que chegou aos nossos dias – reabre assim ao público, com melhores condições de visitação. Classificada, em finais de 1997, como Monumento Nacional, o antigo complexo fabril permitirá doravante, aos visitantes, uma melhor percepção e fruição das estruturas observadas. Possibilitará, ao mesmo tempo, o conhecimento sobre o fabrico do gelo nacional e internacional bem como sobre o papel inovador que a Real Fábrica desempenhou na produção de gelo. Foi precisamente no intuito de salvaguardar, valorizar e divulgar a Real Fábrica do Gelo que o município do Cadaval, com a colaboração do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, levou a cabo um projecto de conservação e valorização. O projecto incidiu em intervenções de conservação e restauro das estruturas arqueológicas, criação de centro de interpretação e sinalética, recuperação de percursos e envolvente e, por último, implementação de um plano de marketing (execução de material promocional diverso, em especial painéis e folhetos, elaboração de monografia, criação de site – www.realfabricadogelo.com, promoção na comunicação social e reforço da divulgação nos roteiros turístico-culturais). O município do Cadaval espera, deste modo, transformar a Real Fábrica do Gelo num pólo dinamizador da serra de Montejunto, do concelho e da própria região. A antiga fábrica é constituída por três grandes sectores funcionais: área de elevação e distribuição da água; tanques de congelação ou geleiras; poços ou silos de armazenamento de gelo e área de expedição. O ano de 1741 é apontado, por estudiosos, como a data provável da sua edificação. O crescente consumo do gelo no séc. XVIII, não apenas na corte e no seio da nobreza, mas também nas camadas burguesas e populares, terá motivado a construção da Real Fábrica do Gelo em Montejunto, que seria a única serra, de entre um conjunto de elevações próximas de Lisboa, que oferecia as condições climatéricas necessárias à congelação da água durante a estação invernosa. Após retirados dos poços de conservação, os blocos de gelo eram envolvidos em palha e serapilheira e transportados, até à base da serra, no dorso de burros. O gelo seguia depois viagem, no interior de carros de bois, até à Vala do Carregado, onde prosseguia, através do rio Tejo, a bordo dos “barcos da neve”. Chegados a Lisboa, abasteciam desde a corte até aos cafés alfacinhas. A produção de gelo na serra de Montejunto terá cessado no final do século XIX, de acordo com o testemunho dos mais idosos da aldeia de Pragança, a qual seria, provavelmente, a principal fornecedora de mão-de-obra.
Real Fábrica do Gelo sofreu obras de conservação
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