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Obras na costa colocam em causa competições de surf

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Várias obras de requalificação da costa previstas nos planos de ordenamento da orla costeira podem pôr em causa potenciais reservas mundiais de surf em Portugal, alertou na semana passada um especialista, numa conferência em Peniche, revela a agência Lusa. “As obras dos planos de ordenamento comprometem as ondas, as praias e as potenciais reservas mundiais […]

Várias obras de requalificação da costa previstas nos planos de ordenamento da orla costeira podem pôr em causa potenciais reservas mundiais de surf em Portugal, alertou na semana passada um especialista, numa conferência em Peniche, revela a agência Lusa. “As obras dos planos de ordenamento comprometem as ondas, as praias e as potenciais reservas mundiais de surf em Portugal”, afirmou Pedro Bicudo, especialista em física quântica no Instituto Superior Técnico e presidente da Associação de Defesa e Desenvolvimento do Surf. Apesar de em Portugal surgir “cada ano uma onda de qualidade mundial”, o especialista alertou que no país “existem este ano quatro a cinco ondas em perigo” devido a obras de ordenamento da costa. Um dos exemplos é a onda da Figueira da Foz, onde, segundo o especialista, os molhes construídos retiraram a areia a sul da praia, retirando qualidade à onda. Na praia de Rabo de Peixe, em São Miguel, nos Açores, “está a ser projectado um molhe que vai afectar a onda que lá existe” e o mesmo se passa na praia de São Torpes, em Sines, exemplificou. Os esgotos e as futuras obras de prolongamento do molhe na praia de Santa Catarina, nos Açores, estão também a pôr em causa a onda aí existente. Pedro Bicudo alertou para a necessidade de preservar a costa portuguesa e os locais propícios à prática do surf, uma vez que a indústria à volta dos desportos radicais poderá contribuir para “o país sair da crise”. Para a Associação de Defesa e Desenvolvimento do Surf, mais conhecida por Associação Salvem o Surf, o surf “pode aumentar as receitas do país em três mil milhões de euros”.

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