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Faianças Rafael Bordalo Pinheiro combate a crise

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As Faianças Rafael Bordalo Pinheiro estão a produzir cerca de seis mil peças por dia. Numa altura de crise económica, a unidade, que há cerca de dois anos estava quase a fechar portas, actualmente é um exemplo na forma de ultrapassar a crise, apostando na qualidade e estando na linha da frente dos novos desafios […]
Faianças Rafael Bordalo Pinheiro combate a crise

As Faianças Rafael Bordalo Pinheiro estão a produzir cerca de seis mil peças por dia. Numa altura de crise económica, a unidade, que há cerca de dois anos estava quase a fechar portas, actualmente é um exemplo na forma de ultrapassar a crise, apostando na qualidade e estando na linha da frente dos novos desafios da economia global. “A Bordalo Pinheiro está melhor. Houve algum aumento das encomendas, apesar de não ser o desejado, mas estamos no bom caminho”, disse Vítor Gonçalves, responsável pela unidade, que foi adquirida pelo Grupo Visabeira. O administrador, cauteloso nas palavras, confessou que o ano não está totalmente preenchido com encomendas, mas a procura externa tem vindo a potenciar a empresa, que agora aposta em novas linhas. “Estamos a manter o barco em cima da linha de água. Temos um grande aumento das exportações, sobretudo na Alemanha e Estados Unidos. No mercado nacional vendemos cerca de 30 a 40 por cento do produto. O restante é mercado externo”, disse. Segundo Vítor Gonçalves, no mercado nacional “houve uma grande campanha publicitária e as pessoas procuram um pouco de tudo. Estamos neste momento a desenvolver novos produtos porque a Bordalo Pinheiro não criava”. Porém, o mercado externo é o que potencia a fábrica, com Alemanha e Estados Unidos na linha da frente, apesar de ter clientes em França, Itália, Espanha, Austrália e Rússia. Esta procura é fruto de uma aposta na qualidade e da gestão dos recursos disponíveis no Grupo Visabeira. “Um dos problemas que a Bordalo Pinheiro tinha era a falta de qualidade. Com a participação de outras empresas do Grupo Visabeira, tipo Vista Alegre, trocámos impressões e tentámos colmatar as falhas. Neste momento melhorámos imenso”, referiu. “Pelas novidades, pelo tempo de resposta, pela qualidade, pela organização e por ser melhor, o produto Bordalo Pinheiro é mais vendido. As peças Bordalo Pinheiro são agora mais fáceis de vender, porque estão a começar a ficar na moda outra vez”, disse. Com 163 trabalhadores, os responsáveis da Bordalo Pinheiro não pretendem contratar para já mais mão-de-obra. Porém, estão à procura de mais encomendas e novos mercados para potenciar ainda mais a unidade. Uma das principais apostas é a Feira de Frankfurt, que decorre este mês na Alemanha e onde se espera traga mais trabalho para a fábrica das Caldas, com apresentação de novas linhas. “Vamos apresentar, em stand próprio, seis novidades. São linhas de loiça completamente novas. Há muitos anos que a Bordalo Pinheiro não fazia isso. São peças esteticamente novas e vamos mantendo a produção Bordalo Pinheiro. É um produto apelativo. A linha chama-se náutica e é completamente diferente, moderna e de boa qualidade”, disse. “Não vamos levar peças gigantes, mas antes alguns vasos e peças pequenas, andorinhas e sapos, linhas contemporâneas. Vamos tentar mudar a mentalidade, porque todos relacionam o Bordalo Pinheiro às couves. Vamos mostrar linhas novas, porque Bordalo Pinheiro inovava”, declarou. Além destas peças, foi anunciado que estão a ser recuperados alguns desenhos de Bordalo Pinheiro. Carlos Barroso

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