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Dirigentes do Distrito Médico do Oeste tomam posse

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Os novos representantes do Distrito Médico do Oeste (DMO) já tomaram posse e prometem fazer um mandato que defenda os profissionais de saúde e os seus doentes. “Temos de assumir um papel de maior proximidade, mais actuante e consequente, deixando de ser uma entidade sentida como distante e ineficaz pela maioria dos médicos, que mantêm […]
Dirigentes do Distrito Médico do Oeste tomam posse

Os novos representantes do Distrito Médico do Oeste (DMO) já tomaram posse e prometem fazer um mandato que defenda os profissionais de saúde e os seus doentes. “Temos de assumir um papel de maior proximidade, mais actuante e consequente, deixando de ser uma entidade sentida como distante e ineficaz pela maioria dos médicos, que mantêm com a sua Ordem uma relação que se limita ao desagradável pagamento de quotas. A Ordem dos Médicos tem que representar, defender e promover os seus membros, a qualidade da Medicina, a ética e a deontologia, exigindo as condições indispensáveis a um exercício profissional digno e responsável, defendendo o direito ao acesso universal e socialmente justo de todos os cidadãos aos cuidados de saúde mais moderno e sem qualquer tipo de descriminação”, disse Pedro Coito, o novo presidente do conselho distrital da DMO, durante a sessão de tomada de posse. “Devemos defender a qualidade da formação médica pré e pós graduada e o acompanhamento sistemático da forma e condições concretas em que esta se desenvolve”, acrescentou. Pedro Coito afirmou ainda que a nova direcção da DMO pugna “pela extinção da Entidade Reguladora da Saúde, cuja sobreposição de funções com as estatuariamente atribuídas à Ordem, e a cobrança de verbas imposta e injustas, a tornam não só dispensável como indesejável”. Esta nova direcção defende “o direito livre escolha do médico pelo doente, ultrapassando as limitações actualmente inerentes ao funcionamento do SNS, bem como apoiarmos todas as acções conducentes à aprovação da legislação sobre o Acto Médico”. Segundo Pedro Coito, a Ordem dos Médicos (OM) “tem que fazer ouvir a sua voz em qualquer tema polémico ou fracturante, desde a prescrição electrónica em boa hora vetada pelo presidente da república, à certidão de óbito online”. Por último, Pedro Coito confessou que vão ser realizadas “auditorias aos serviços e às instituições, no sentido de detectar eventuais limitações no seu funcionamento e na actividade médica e apresentaremos propostas de melhorias”. “Defendemos a construção de um novo hospital no Oeste Norte farto de promessas nunca cumpridas e sempre adiadas, geradoras de frustrações profissionais e de carências assistenciais cada dia mais gritantes”, disse. Da nova direcção da DMO fazem também parte António Nicolau Gomes, presidente da mesa da Assembleia Geral, Helena Almeida, vice-presidente da mesa da Assembleia, Rui Miguel Garcia e Marinela Branco, primeiro e segunda secretária da mesa da Assembleia. No Conselho Distrital como presidente está Pedro Coito, como vogais Ana Cristina Teotónio, Maria do Rosário Monteiro, António Curado e Isabel Ramos. Os membros consultivos são Nuno Cunha, Ana Pipa Monteiro e Joana Louro. A delegada da candidatura foi Ana Maria Rosa e o mandatário Manuel Seixas. Presente na cerimónia de toma de posse esteve o novo bastonário da OM, José Manuel Carvalho e Silva, que enalteceu o discurso de Pedro Coito. “Tentarei honrar o discurso que ouvi. Foi um verdadeiro discurso de bastonário”, disse, apelando por outro lado para a assiduidade dos médicos na actividade do DMO e na OM. “A falta de quórum tem sido um dos principais problemas de paralisação da OM”, declarou. José Manuel Carvalho e Silva afirmou também que a OM vai estar atenta na defesa dos médicos e irá intervir sempre que seja necessário e não vai falar por tudo e por nada, dando o exemplo das prescrições médicas e no caso dos genéricos. O novo bastonário concluiu dizendo que vai trabalhar com todos, pugnando pelo Serviço Nacional de Saúde. “Se estivermos unidos poderemos influenciar muita coisa no futuro da política de saúde. Já nos chegaram esses ecos. A OM está a ser encarada de outra maneira e com outro respeito. Isso vai facilitar a resolução de muitos problemas”, disse. O anterior presidente da DMO, Nuno Santa Clara, desejou bom trabalho ao seu sucessor, lembrando que a grande missão foi o início dos contactos com os colegas que estavam desligados da Ordem, a organização de debates e organização financeiramente o Conselho Distrital do Oeste. “Muitos médicos ficaram surpreendidos porque ficaram a saber que pertencem ao DMO. Abrimos a sede aos médicos e trouxemos pessoas a este espaço”, referiu. Carlos Barroso

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