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Colégio Frei Cristóvão “indiferente” a acordo com Ministério da Educação

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O director do Colégio Frei Cristóvão, Francisco Dionísio, manifestou-se, “indiferente” com o acordo selado na passada semana, entre o Governo e a Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), referindo que o novo acordo não altera o número de turmas para o próximo ano lectivo. “No estudo da Universidade de Coimbra sobre escolas privadas com […]
Colégio Frei Cristóvão "indiferente" a acordo com Ministério da Educação

O director do Colégio Frei Cristóvão, Francisco Dionísio, manifestou-se, “indiferente” com o acordo selado na passada semana, entre o Governo e a Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), referindo que o novo acordo não altera o número de turmas para o próximo ano lectivo. “No estudo da Universidade de Coimbra sobre escolas privadas com contratos de associação, o Colégio Frei Cristóvão, era uma das escolas que justificava as 17 turmas devido à sua localização geográfica”, disse este responsável, acrescentando que o novo acordo não veio beneficiar ou prejudicar o Colégio porque vai continuar para o próximo ano lectivo 2011/2012 com as 17 turmas como já estava previsto devido ao estudo encomendado pelo Governo”. O acordo assinado na passada quarta-feira prevê um financiamento de 80.080 mil euros por ano e por turma, a aplicar já a partir do próximo ano lectivo. Francisco Dionísio, continua insatisfeito com esse valor, referindo que é importante “manter a qualidade que temos vindo a oferecer aos nossos alunos”, alegando que isso não será possível “com a verba que nos vão dar, porque não vamos poder ter tantos professores e funcionários a dar apoio aos alunos”.  O director do Colégio Frei Cristóvão considera que o financiamento das escolas com contrato de associação deveria ser o mesmo valor que o das públicas, alegando que não tem conhecimento de nenhum estudo sobre os custos reais de um aluno na escola pública. Relativamente ao futuro próximo, esta escola tem ainda um corpo docente bastante jovem e talvez não esteja tão frágil quanto outras. “Até agora a base para o cálculo do contrato de associação era a massa salarial. Quanto mais antigos fossem os professores, mais atractivo seria o contrato, porque a verba atribuída pelo Estado para a gestão era uma percentagem sobre o valor da massa salarial dos professores. Agora com estes cortes recebemos por turma, portanto, as escolas com professores com muitos anos de serviço têm de pagar mais aos docentes, o que agrava ainda mais a situação”, explicou. Com o funcionamento de 17 turmas, este Colégio recebe alunos do quinto ao nono ano das freguesias rurais do Landal, S. Gregório, A-dos-Francos, Vidais, e Alvorninha. Recebe ainda alunos dos concelhos de Cadaval e Rio Maior, cujos pais trabalham nas Caldas da Rainha. Marlene Sousa

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