Os bombeiros das Caldas estão cada vez mais a apostar na formação do seu quadro combatente. No passado fim-de-semana cerca de metade do corpo activo dos bombeiros das Caldas realizou provas escritas, teóricas e práticas de saúde e emergência pré-hospitalar. Com esta formação também obrigatória no novo organograma dos bombeiros portugueses, o comando dos bombeiros das Caldas também ficou a saber quais as principais lacunas no seu corpo de bombeiros e onde precisa de actuar para melhorar o socorro às populações. “Cada corpo de bombeiros tem de fazer 70 horas de formação. Independentemente disso a formação e treino é fundamental para nos cenários reais seremos mais eficazes, mais rápidos, sabermos actuar conforme as circunstâncias”, disse Nelson Cruz, adjunto de comando. Na formação técnica e específica para o corpo de bombeiros, decorreu no passado sábado uma instrução na área da formação pré-hospitalar. “Fizemos testes para percebermos quais as lacunas e onde o pessoal tem mais dificuldades, para nas próximas instruções corrigirmos essa área em que estão menos à vontade. Fizemos também formação sobre o Desfibrilhador Automático Externo (DAE). Embora só possa ser utilizado pelos oito operacionais do INEM, dos bombeiros das Caldas, foi uma forma de passar a informação a todo o corpo de bombeiros que o DAE existe, para que serve, quais as condições de segurança que devem ter. Não o podem utilizar porque não estão habilitados para isso, mas num teatro de operações pode ser usado e assim eles saberão quais as medidas preventivas que terão de ter quando virem o aparelho a ser usado. Desta forma não correm riscos”, disse. Todos os bombeiros têm o suporte básico de vida, sabem fazer manobras de reanimação, mas agora ficarão com noções do que existe no seu corpo de bombeiros e o que podem ou não usar para salvar vidas. Nesta primeira formação de pré-hospitalar estiveram presentes cerca de 45 elementos dos 90 existentes no quadro activo. Além desta formação de pré-hospitalar os bombeiros das Caldas vão receber formação de combate a fogos florestais, salvamento e desencarceramento, formação na área da preparação física, com noções de que a condição física também é fundamental. “Vamos fazer algumas caminhadas e outras actividades para cumprirmos o plano de formação e alargá-lo até à fase dos incêndios e depois interrompemos no Verão, sendo certo que o iremos retomar em Outubro”, acrescentou. O responsável pela formação no corpo de bombeiros das Caldas explicou que está a decorrer, além da formação técnica para bombeiros, uma formação cívica, com cerca de três dezenas de bombeiros a tirarem o RVCC. “Temos vários RVCC a decorrer, quer para o 9º ano quer para o 12º ano. É formação pessoal. Temos 35 bombeiros neste processo e abrimos a mais cinco civis”, concluiu. Carlos Barroso
Bombeiros em formação prestam provas
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