O Tribunal da Lourinhã condenou um pastor a 10 anos e dois meses de prisão efectiva por sequestro e rapto a que sujeitou dois homens, um deles residente no Bombarral, querendo fazer justiça pelas suas próprias mãos, por alegadamente lhe terem furtado vários equipamentos, entre eles um gerador. Na leitura do acórdão, a juíza Tânia Gomes considerou que os factos praticados foram “bastante graves”, condenando a atitude do arguido em querer fazer justiça pelas próprias mãos. O caso remonta a Janeiro de 2009, quando Eduardo, de 40 anos, desconfiou dos dois irmãos, Dinis e Gerardo Matos, que viriam a ser suas vítimas, por terem estado fechados numa jaula, num curral e num anexo, de lhe terem furtado um gerador e uma motosserra. Com a ajuda de mais cinco homens e da sua companheira, que concordou com o plano, o arguido veio a raptar uma das vítimas, levando-a até um eucaliptal, onde lhe desferiu “socos e pontapés” e a ameaçou lançar a um poço para o obrigar a confessar. Contra a sua vontade, a vítima acabou por ser levada “já debilitada” para uma exploração onde o pastor guarda as cabras, para onde um dia depois o agressor levou também o seu irmão. Os dois irmãos foram agredidos, “amarrados” e mantidos em cativeiro, além de terem sido ameaçados com arma de fogo até serem libertados na sequência da intervenção da Polícia Judiciária. O tribunal absolveu um dos arguidos e condenou os restantes a diferentes penas de prisão entre os nove meses e os cinco anos de prisão, no caso da sua companheira, suspensas na sua execução, pelos crimes de sequestro e de ofensas à integridade física. Dois dos arguidos foram ainda condenados a pagar uma indemnização no valor de mil e outro de 1400 euros a favor de uma instituição social. Os advogados dos arguidos disseram aos jornalistas que vão recorrer da decisão do colectivo de juízes. O pastor vai cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Leiria, onde se encontrava a aguardar julgamento desde que foi detido pela Polícia Judiciária em Janeiro de 2009. Carlos Barroso
Sequestro e rapto leva a condenação
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